quem escreve

Lucas Puerto

CEO da PallurSócio da Craft

Lucas Puerto

Eu gerencio negócios digitais há 10 anos. Assumi como CEO uma empresa que já estava com R$ 3,3 milhões de prejuízo acumulado, dias depois de demitir um terço da equipe num dia só. Aprendi do jeito caro o que acontece quando toda decisão passa pelo dono.

Hoje sou CEO da Pallur, uma aceleradora com 16 empresas que, somadas, faturaram R$ 185 milhões no último ano. E toco a Craft com o meu sócio Rodrigo Vinhas. Em 2025 ela cresceu 111%, contra uma meta de 87%.

Nunca programei uma linha de código na vida, e hoje a maior parte do meu dia é colocar IA pra fazer o trabalho que antes passava por mim, pra empresa depender menos do dono. Testando isso todo dia eu separo o que funciona do que é só promessa, e é disso que sai a newsletter.

Fora do trabalho: casado, mais de 2.600 dias seguidos de meditação e 309 livros grifados. Uma parte do que eu leio acaba nas cartas.

onde eu publico

Toda quinta eu conto
o que funcionou e o que quebrou.

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materiais gratuitos

O que eu já uso
aqui dentro

Tudo aqui eu montei pra mim ou pra uma das empresas, e continua rodando. Prompt, tabela, passo a passo. Você abre, copia e testa hoje. Quando eu montar mais um que valha a pena, ele entra na lista.

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O que você leva
Tema

29 materiais

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O Conselho

Como fazer a IA discordar de você antes de uma decisão importante.

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passo a passo

O Segundo Cérebro

O passo a passo e os prompts pra montar uma base que responde com fonte.

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prompt pronto

As Rotinas

As duas que eu deixo rodando aqui, escritas pra colar, e o prompt que escreve a terceira pra você.

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tabela

A Folha de Encaixe

Como eu encaixo o time nos cinco papéis, o que fazer quando três caem no mesmo, e o exercício desconfortável de descobrir o seu.

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prompt pronto

O Padrão

Os prompts que fazem a IA estudar o seu próprio histórico, achar o que já funcionou com você e simular o que ainda não foi publicado.

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passo a passo

Empresa de Uma Pessoa Só

Os três caminhos detalhados: o que cada um pede, quem já sai na frente, e o primeiro passo de segunda de manhã.

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tabela

Workflow ou Agente

A tabela que eu uso pra decidir, antes de montar, o que vira passo fixo e o que vira objetivo solto.

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passo a passo

As 5 Skills

As cinco skills do Claude que eu tenho instaladas, o que cada uma resolve, e o link de onde instalar.

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tabela

O Teste

As quatro perguntas que eu faço antes de aprovar um roteiro, o que reprova em cada uma e o prompt que roda o teste.

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passo a passo

A Trilha

Os seis vídeos por onde eu começaria em IA hoje, na ordem de assistir e com o que tirar de cada um.

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passo a passo

O Plano

Os quatro prompts que fazem a IA entrevistar, planejar, executar em partes e revisar, antes de sair produzindo.

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A Lista do Não

As cinco linhas que eu escrevo antes de conectar qualquer ferramenta na IA, e o prompt que levanta os limites de uma que eu nunca usei.

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passo a passo

A Pasta

As três subpastas, os três arquivos preenchidos e os prompts que montam cada um, pra o Claude parar de perguntar quem você é toda manhã.

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passo a passo

As Cinco Linhas

Por onde começar a soltar a IA: o que ela pode organizar sozinha, o que ela rascunha e o que nunca fecha sem você.

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tabela

O Mapa

Como dividir o trabalho entre as sessões do Claude e fazer uma avisar a outra sem você no meio.

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Os Ângulos

A habilidade que lê os comentários dos seus clientes e as avaliações no Reclame Aqui, e devolve a reclamação que mais se repete já escrita como anúncio.

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A Escada

Os quatro degraus escritos, com o teste de descobrir em qual você está hoje.

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A Poda

O que sai do seu arquivo de instruções, o que fica, e as três trocas que põem critério no lugar de mais uma regra.

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tabela

A Conta

As cinco que eu pago todo mês e o trabalho que cada uma faz aqui dentro.

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tabela

A Troca

Qual das duas abrir pra cada tarefa: o Cowork quando o trabalho vive no Outlook e no Teams, o ChatGPT Work quando é automação e ferramenta interna.

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Os Sete Lugares

Os sete lugares onde uma instrução pode morar no Claude, o que vai em cada um e em que momento ele é lido.

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passo a passo

As Cinco Barras

Os cinco comandos que eu uso todo dia e a hora de chamar cada um.

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passo a passo

A Escola

Os três passos pra ela assistir os vídeos que você escolher e sair sabendo fazer, com a chave do Gemini que deixa ela ver a imagem e não só ler a transcrição.

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passo a passo

O Documento

O documento que eu colo no Claude pra tirar a cara de IA do texto, com os tiques que ele corrige um a um antes de qualquer coisa sair daqui.

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Os Seis Modos

As seis linhas que eu colo no começo da conversa, uma pra cada cargo que eu preciso que ela ocupe.

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passo a passo

Antes de Cancelar

As sete tarefas que você ainda paga, o passo a passo de cada uma no Claude, e a conta que eu faço antes de cancelar uma assinatura.

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passo a passo

O Time

Os cinco funcionários, um pra cada função que o seu negócio já tem, e a regra de quem confere o trabalho de quem.

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passo a passo

Os Salvos

As três peças que transformam o vídeo que você salvou em habilidade da sua IA.

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passo a passo

O Ajuste

Os quatro arquivos prontos pra colar, o que cada linha faz, e a ordem em que eu mexeria nas cinco.

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toda quinta

Material novo chega primeiro
por e-mail.

Quando sobe mais um, eu aviso por lá. E junto vai a carta da semana: o que eu aprendi com IA, o que eu tô construindo e o que quebrou no caminho.

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Cartas de um Sócio · toda quinta

O que eu te contaria
se a gente fosse sócio

Toda quinta eu escrevo sobre o que aprendi com IA naquela semana, o que estou construindo com ela aqui dentro e o que deu errado no caminho. Eu mesmo escrevo, como sócio de 16 empresas que faturaram R$185 milhões no último ano e mentorando algumas centenas de pessoas. Dá pra ler no tempo de um café.

o que eu tô construindo·o que quebrou·quanto sobrou· o que eu tô construindo·o que quebrou·quanto sobrou· o que eu tô construindo·o que quebrou·quanto sobrou· o que eu tô construindo·o que quebrou·quanto sobrou·

Deixa o e-mail.
A próxima sai na quinta.

Quando tiver material novo, eu aviso.

Passei anos tomando decisões sozinho, e as que custaram caro me ensinaram mais do que as que deram certo. É isso que vai na carta, do jeito que eu contaria pra um sócio.

Pode me contar
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O que eu prometi no palco está tudo nesta página. Os três materiais e a entrada no Desafio.

Desafio Claude: Construa seu primeiro funcionário de IA em 7 dias.

Custa R$ 97. Pra você que está no FIRE, ele é de graça.

Começa dia 29 de setembro

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Tudo certo, sua vaga no Desafio está garantida. O acesso e as instruções saem no grupo oficial, e é só por lá.

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O que eu prometi no palco está tudo nesta página.

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O Conselho

Como fazer a IA discordar de você antes de uma decisão importante.

Um teste de um minuto

Pega uma decisão que você está adiando. Aumentar preço, fazer uma nova contratação, criar um novo produto, qualquer uma.

Abre o ChatGPT e pergunta: "devo subir o preço da minha mentoria?" Ele vai te dar bons motivos pra subir.

Agora abre um chat novo e faz a pergunta ao contrário: "subir o preço da minha mentoria seria uma má ideia?" Ele vai te dar bons motivos pra não subir, com a mesma segurança que usou dois minutos atrás para defender o contrário.

Mesma empresa. Mesma decisão. Duas respostas opostas, ditas com a mesma confiança.

A IA responde ao formato da sua pergunta; ela percebe pra onde você está inclinado e vai junto, sem nenhum esforço para te contrariar. Pra escrever e-mail, serve. Pra tomar uma decisão importante, traz um risco: você sai da conversa mais confiante, e a decisão seguiu sem ninguém ter te contestado.

O que decidir sem contraditório já me custou

A gente fechou o que na época era o maior negócio do digital brasileiro: lançar o curso do maior youtuber do país, com R$ 2 milhões pagos antecipadamente.

A previsão mais pessimista da empresa era vender 20 mil cursos; no primeiro dia, vendemos 846.

Pessimista era a palavra em cima da mesa. Ninguém naquela sala tinha a função de pensar no pior cenário, e todo mundo tinha a função de fazer dar certo.

O prejuízo acumulado chegou a R$ 3,3 milhões, desliguei 10 pessoas em um único dia e virei CEO aos 28 anos, com esse rombo na mão.

Foi a decisão mais cara que eu já tomei, e ela passou por muita gente animada e ninguém questionando.

De onde vem a ideia

Andrej Karpathy é um dos pesquisadores de IA mais respeitados do mundo; foi diretor de IA da Tesla e esteve na fundação da OpenAI.

Ele montou um sistema que chamou de LLM Council: em vez de perguntar para uma IA, pergunta para várias ao mesmo tempo, cada uma revisa as respostas das outras sem saber quem escreveu o quê, e uma última cruza tudo e entrega o veredito.

O que você está lendo é essa ideia adaptada para tomar decisões de negócio. Roda dentro de um chat só, sem programar nada, com o prompt que está logo abaixo, e leva menos tempo do que a reunião que você marcaria para discutir a mesma coisa. Esse será o seu Conselho.

Os cinco conselheiros

Cinco conselheiros olham para a mesma decisão, cada um com uma obsessão diferente.

1
O Contrário parte do princípio de que a sua decisão tem um furo grave, e o trabalho dele é achar esse furo. Se tudo parece sólido, ele cava mais fundo. É o amigo que já te salvou de um contrato ruim fazendo a pergunta que você estava evitando.
2
O de Primeiros Princípios ignora a pergunta do jeito que você fez e volta ao começo: que problema você está tentando resolver de verdade? Às vezes a rodada inteira vale por isso: descobrir que a decisão era outra.
3
O Expansionista procura o ganho que ninguém está enxergando. Que oportunidade está passando batido, e o que você deixa de ganhar toda vez que escolhe o caminho mais seguro? Ele olha só para cima.
4
O De Fora não conhece você, o seu mercado nem o seu histórico, e responde só ao que está escrito. Parece o conselheiro mais fraco da mesa e costuma ser o mais valioso, porque quem passa anos dentro de um mercado perde a noção do que só faz sentido para quem está dentro.
5
O Executor quer saber duas coisas: dá para fazer, e qual é o primeiro passo na segunda-feira de manhã. Ideia brilhante sem primeiro passo não passa por ele.

Esses cinco existem porque brigam entre si: o Contrário puxa para o risco enquanto o Expansionista puxa para o ganho; o de Primeiros Princípios quer reformular a pergunta enquanto o Executor quer executar logo. E o De Fora desconfia dos quatro.

As quatro etapas

Etapa 1. A sua pergunta vira neutra. Antes de qualquer conselheiro responder, a pergunta é reescrita sem a inclinação embutida: a decisão, o contexto e o que está em jogo, sem torcida.

Etapa 2. Os cinco respondem separados. Nenhum vê a resposta do outro, e cada um defende o próprio ângulo com força. Consenso aqui atrapalha; o que interessa é enxergar a decisão de cinco lugares que não conversam entre si.

Etapa 3. Revisão cega. As cinco respostas são embaralhadas e renumeradas de A a E, e cada conselheiro aponta qual é a mais forte, qual tem o maior ponto cego e o que todas deixaram passar. Ninguém sabe de quem é cada argumento, então avalia o argumento sem a assinatura.

Etapa 4. O veredito. Um último agente recebe tudo e entrega quatro coisas: onde o conselho concorda, onde ele briga, a recomendação (uma só, sem "depende") e o primeiro passo. Ele pode discordar da maioria, se o argumento vencido for melhor.

A regra do contexto: entrada rasa, conselho raso

Quanto mais concreto o que você escreve, menos genérico o conselho; decisão descrita em duas linhas rende conselho de duas linhas.

Raso: "devo subir o preço da minha mentoria?"

Fundo: a mesma pergunta com faturamento dos últimos 12 meses, margem, quantas pessoas no time, quantos clientes ativos, quanto tempo você tem para decidir, o que já tentou antes e o que acontece se der errado.

O trabalho de escrever isso já vale a rodada, porque boa parte das decisões que travam, travam por nunca terem sido escritas inteiras num lugar só.

Quando convocar (e quando não)

Convoca quando errar sai caro: subir ou baixar preço, contratar ou cortar, matar um produto, abrir uma segunda oferta, trocar de agência, mudar o posicionamento.

A conta é grosseira e resolve: se errar custa menos de um dia de trabalho, decide e segue; se custa meses ou o equivalente a uma folha de pagamento, convoca o conselho.

Não convoca para execução. Escrever um e-mail, resumir uma call, montar uma planilha: isso é trabalho para uma IA só, sem cerimônia.

Só roda se você estiver disposto a ouvir o contrário do que quer. Se a decisão já está tomada e você só quer confirmação, o conselho vai te incomodar do começo ao fim da rodada. Ele existe para isso.

O prompt pronto

Abre um chat novo no ChatGPT, no Claude ou no Gemini, copia o bloco inteiro, preenche o colchete com a sua decisão e envia.

Você vai conduzir um CONSELHO com 5 conselheiros para me ajudar a tomar uma decisão de negócio. Siga as 4 etapas na ordem, sem pular nenhuma. MINHA DECISÃO: [descreva a decisão com contexto e números reais: o que você vende, faturamento mensal, margem se souber, tamanho do time, as opções na mesa e o que acontece se der errado] ETAPA 1: PERGUNTA NEUTRA Reescreva a minha decisão como uma pergunta neutra, sem a minha inclinação. Inclua: a decisão, o contexto essencial e o que está em jogo. Se o meu relato estiver vago demais para um conselho sério, me faça no máximo 2 perguntas antes de continuar. ETAPA 2: OS 5 CONSELHEIROS Responda como cada um dos 5 conselheiros abaixo, de forma independente (um não cita o outro). Cada um escreve entre 150 e 250 palavras, defendendo o próprio ângulo com força, sem tentar ser equilibrado. 1. O CONTRÁRIO: parte do princípio de que a decisão tem um furo grave e procura esse furo. O que está faltando? O que vai quebrar? Que pergunta estou evitando? 2. O DE PRIMEIROS PRINCÍPIOS: ignora a pergunta como foi feita e refaz do começo: que problema eu estou tentando resolver de verdade? A decisão certa pode ser outra. 3. O EXPANSIONISTA: procura o ganho que ninguém está medindo. E se der mais certo do que o esperado? Que oportunidade vizinha está escondida? Risco não é assunto dele. 4. O DE FORA: responde como alguém que não conhece o meu mercado nem o meu histórico, só o que está escrito acima. O que confunde? O que só faz sentido para quem já está dentro? 5. O EXECUTOR: só quer saber se dá para fazer e qual é o primeiro passo concreto de segunda-feira de manhã. Teoria não conta. Plano sem primeiro passo não passa. ETAPA 3: REVISÃO CEGA Renomeie as 5 respostas como Resposta A, B, C, D e E, em ordem aleatória, sem revelar qual conselheiro escreveu qual. Cada um dos 5 conselheiros então responde, em até 150 palavras: a) qual resposta é a mais forte, e por quê; b) qual resposta tem o maior ponto cego, e qual é ele; c) o que TODAS as cinco respostas deixaram passar. ETAPA 4: VEREDITO DO PRESIDENTE Revele quem escreveu o quê e, como presidente do conselho, entregue o veredito final nesta estrutura: ONDE O CONSELHO CONCORDA: os pontos em que vários conselheiros chegaram sozinhos à mesma conclusão. ONDE O CONSELHO BRIGA: as divergências reais, com os dois lados apresentados. O QUE SÓ APARECEU NA REVISÃO CEGA: os pontos cegos que nenhum conselheiro viu sozinho. A RECOMENDAÇÃO: uma resposta direta, com o raciocínio. "Depende" não é resposta. Você pode discordar da maioria se o argumento do voto vencido for melhor, explicando por quê. A PRIMEIRA COISA A FAZER: um único próximo passo concreto. Um só.

Funciona em qualquer IA de conversa. Guarde este link salvo em algum lugar à mão.

Veio genérico. Faltou número: volta na regra do contexto e reescreve a decisão com os dados que você deixou de fora.

Os cinco concordaram em tudo. Sinal de que a pergunta ainda está enviesada; pede para a IA refazer a Etapa 1 e roda de novo.

Respondeu tudo de uma vez, sem separar. Manda executar etapa por etapa, uma mensagem por etapa, e só avança quando você mandar.

O limite da ferramenta

O conselho melhora a decisão desta semana. Só que ele roda em cima do contexto que você escreveu, e aí está o limite: a IA só enxerga o que você entregou.

O número que você não acompanha, a margem que você não sabe dizer de cabeça, o problema que gente da sua empresa conhece e ninguém te contou: nada disso chega ao conselho, porque nem você entregou.

O Conselho de IA não substitui sócio que te conhece nem número que você não mede. Ele organiza o que você já tem, e escancara o que está faltando.

Quantas decisões da sua empresa passam por algum conselho, e quantas passam só pela sua cabeça?

antes de fechar

O conselho de IA resolve a decisão dessa semana; decisão de quem é dono não acaba, e semana que vem tem outra.

Craft.IA · inscrições abertas até 9 de outubro

Este material resolve uma tarefa. Na Craft.IA, a gente monta o time que assume as outras tarefas da sua empresa.

Ver a Craft.IA

Desafio Claude · inscrições encerradas

As inscrições fecharam. Quando abrir a próxima turma, eu te aviso primeiro.

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passo a passo

O Segundo Cérebro

As três camadas: a pasta que o Claude organiza sozinho, a varredura semanal que acha o que falta na base, e a lista de fontes que você escreve antes de montar qualquer coisa.

Você grifou, e nunca mais voltou lá

Eu tenho 309 livros grifados, e o Claude conversa com todos eles: reunião, artigo, gravação, anotação, tudo dentro de uma base que responde apontando de onde veio cada ideia. Esta página é o caminho pra você montar a sua, começando com uma fonte só.

Primeiro você coloca o conhecimento dentro da casa. Depois você organiza a casa.

Essa é a regra que segura tudo, e quem começa criando 15 pastas e 40 tags desiste antes de colocar o primeiro livro.

As duas ferramentas

Obsidian é onde a base mora. Ele guarda tudo em pastas e arquivos de texto simples no seu computador, então o material é seu, fica com você e qualquer programa consegue ler. É gratuito, em obsidian.md.

Claude é quem trabalha na base: ele lê as fontes, organiza a wiki e responde às perguntas citando de onde tirou. Você vai usar o Claude pra computador, que é a versão que enxerga as pastas da sua máquina, em claude.ai/download. Baixa os dois antes de continuar.

Passo 1

Crie a pasta Fontes brutas

Quando o Obsidian abrir pela primeira vez, ele pede pra criar um cofre (vault). Cofre é só uma pasta no seu computador, então cria com o nome que quiser.

Dentro dele, cria uma pasta chamada Fontes brutas. Livros grifados, artigos, transcrição de call, gravação, anotação sua: tudo entra aqui do jeito que estiver, sem renomear e sem separar por assunto. Não organiza nada ainda.

Passo 2

Coloca a primeira fonte

No meu caso comecei pelos livros, porque era o material que eu já tinha em maior volume e nunca tinha usado pra nada. Os grifos do Kindle ficam em read.amazon.com/notebook: abre lá, copia os grifos de um livro e salva como um arquivo de texto dentro de Fontes brutas, um arquivo por livro.

Não tem Kindle? Serve qualquer coisa: a transcrição da sua última reunião (Meet e Zoom exportam), um artigo que marcou você, uma anotação solta. E eu já sei o que você está pensando, porque todo mundo pensa a mesma coisa nessa hora: "Ah, Lucas, mas eu não tenho 309 livros." Beleza, começa com um.

A base não nasce grande. Ela fica grande sendo usada.

Passo 3

Apresenta o Claude à casa

Abre o Claude pra computador e dá a ele acesso à pasta do seu cofre (ele pergunta em qual pasta você quer trabalhar). Se você usa o Claude Code, abre ele já dentro da pasta.

Não adianta jogar os arquivos e esperar que ele saiba o que fazer, porque contexto ruim é resultado ruim. Então a primeira conversa é pra dar o contexto da base; copia este prompt, preenchendo o colchete:

Você vai trabalhar comigo em uma base de conhecimento pessoal, o meu segundo cérebro. Antes de qualquer tarefa, leia e siga estas regras. O QUE É ESTA BASE: [descreva em 2 ou 3 linhas: quem é você, o que faz e pra que quer usar a base] AS PASTAS: - "Fontes brutas": o material original (livros grifados, artigos, transcrições, gravações, anotações). Nunca edite nem apague nada aqui. - "Wiki": o conhecimento organizado que você vai criar a partir das fontes. REGRAS: 1. A Wiki é interpretação. A fonte é o original. Todo texto da Wiki aponta para o arquivo de onde veio. 2. Toda resposta que você me der usando a base cita a fonte (o livro, a reunião ou o arquivo). Se a base não tiver a resposta, diga isso em vez de completar com conhecimento genérico. 3. Uma nota da Wiki por assunto, escrita simples, com links para as notas relacionadas. 4. Não invente conteúdo que não está nas fontes. Salve estas instruções em um arquivo chamado "contexto-da-base.md" na raiz do cofre e releia esse arquivo no início de cada sessão de trabalho.
Passo 4

Manda ele construir a Wiki

Agora o Claude vai transformar o material em conhecimento organizado; copia este prompt:

Leia o contexto-da-base.md e depois leia tudo que está na pasta "Fontes brutas". Monte a pasta "Wiki" a partir desse material: 1. Liste os grandes assuntos que aparecem nas fontes. 2. Crie uma nota por assunto, resumindo o que as fontes dizem sobre ele, com as ideias mais importantes primeiro. 3. Em cada trecho, cite de qual fonte a ideia veio. 4. Quando duas fontes falarem do mesmo assunto, conecte as notas e aponte onde elas concordam e onde divergem. 5. No final, crie uma nota "MAPA.md" com o índice de tudo que a Wiki cobre. Comece me mostrando a lista de assuntos antes de criar as notas, para eu aprovar.

Você termina com duas pastas: Fontes brutas, onde está o material original, e Wiki, onde está o conhecimento organizado que ele montou. E não apaga as fontes. A wiki é a interpretação daquele material, e a fonte continua lá pra você conferir.

Passo 5

Faz a primeira pergunta

A base começa a pagar aqui, então pergunta alguma coisa que você já estudou:

Leia o contexto-da-base.md. MINHA PERGUNTA: [sua pergunta] Responda usando só o que está na base (Wiki e Fontes brutas). Para cada parte da resposta, diga de qual fonte ela veio. Se a base não cobrir a pergunta, me diga o que falta em vez de responder com conhecimento genérico.

Quando eu pergunto "o que os livros que eu li falam sobre posicionamento?", a resposta não vem da internet. Vem do Obviously Awesome, da April Dunford, do Positioning, do Al Ries, e de uma call de mentoria que eu tive. Com o endereço de cada parte.

Essa é a regra que separa uma base de conhecimento de um chat qualquer: toda resposta aponta pra fonte, com essa ideia vindo desse livro e essa outra vindo daquela reunião. Você clica e confere.

Passo 6

Coloca de volta

Quando você descobre algo novo, ou a base responde uma pergunta e você aprende com ela, isso volta pra dentro:

Aprendi uma coisa nova que quero guardar na base. O QUE É: [cole a ideia, a decisão ou o trecho] DE ONDE VEIO: [reunião de tal dia, livro X, conversa com tal pessoa] Salve na pasta certa, conecte com as notas da Wiki que tratam do mesmo assunto e me diga o que você atualizou.

O ciclo fica assim: você consome, coloca na base, a IA organiza, você pergunta, encontra a fonte, aprende algo novo, coloca de volta. A base vai ficando melhor com o uso.

Da sua cabeça pra sua empresa

Eu não colocaria só livro: processo, reunião, decisão, gravação de call, pesquisa e critério de qualidade entram do mesmo jeito. Aquela explicação que você já deu cinco vezes e o processo que só você sabe executar são as duas primeiras coisas que eu colocaria.

Conhecimento que mora na cabeça de uma pessoa some quando ela sai de férias, muda de área ou pede demissão. Numa base, ele fica: responde a pergunta, mostra de onde veio a resposta e continua disponível quando você não está.

A sua experiência, que não está em livro nenhum

Eu gerencio negócios digitais há dez anos, e quase tudo que eu aprendi nesse tempo estava em dois lugares: em transcrição de reunião que ninguém abre e na minha cabeça. Livro grifado ensina o que outra pessoa aprendeu. O que eu aprendi errando não estava escrito em lugar nenhum.

Então, depois que a base tem as primeiras fontes, eu peço pra ela separar o que eu aprendi fazendo:

Leia o contexto-da-base.md e depois leia [as transcrições e anotações que você escolheu] na pasta "Fontes brutas". Eu quero separar o que EU aprendi fazendo, e não o que os livros dizem. Monte uma nota chamada "o-que-eu-aprendi.md" com quatro partes: 1. O QUE FUNCIONOU: decisões e testes que deram certo, com o resultado quando ele aparecer na fonte. 2. O QUE QUEBROU: os erros, o que cada erro custou e o que eu mudei depois. 3. COMO EU DECIDO: as regras que eu uso sem nunca ter escrito, do tipo "só contrato depois de..." ou "não aprovo copy que...". Uma regra por linha. 4. O NÚMERO QUE EU OLHO: os indicadores que eu pergunto antes de decidir alguma coisa. Em cada item, cite de qual arquivo e de que trecho veio. Se a fonte não deixar claro que a decisão foi minha, deixe o item de fora. Me mostre a nota antes de salvar.

Com essa nota pronta, a pergunta que você faz pra base muda de tamanho. Antes de uma decisão, eu pergunto o que eu mesmo já aprendi sobre aquele tipo de decisão:

Leia o contexto-da-base.md e o o-que-eu-aprendi.md. A DECISÃO: [por exemplo: vou contratar um gestor de tráfego, ou vou mudar o preço do produto] Me diga o que eu já aprendi sobre esse tipo de decisão: o que deu certo, o que deu errado e a regra que eu costumo usar. Cite a fonte de cada parte. Se a base não tiver nada sobre isso, diga que não tem, e não complete com conselho genérico.

A resposta volta com a reunião e a data de onde saiu cada parte. É a sua experiência respondendo, e a internet fica de fora.

A varredura, que é a camada que acha o que você não sabe

A base montada responde bem o que você colocou dentro dela, e fica muda sobre o resto. O problema é que o resto é o que importa: a maioria das empresas só descobre o que não sabe quando dá problema.

Então eu pedi pra ela varrer a própria base uma vez por semana procurando buraco. Ela olha o que está lá dentro, acha o que está faltando, vai pesquisar e volta preenchendo. Um sistema que descobre o que ele não sabe.

Uma vez por semana você vai auditar a nossa base de conhecimento, e o seu trabalho é achar o que falta, em vez de organizar o que já existe. COMO VARRER: leia a Wiki inteira e as Fontes brutas. Depois responda, nesta ordem: 1. AS LACUNAS: os assuntos em que a base tem nota rasa, uma fonte só, ou nota que se contradiz com outra. Cite o arquivo em cada uma. 2. AS PERGUNTAS ÓRFÃS: as perguntas que a base já foi capaz de responder pela metade. São as mais valiosas, porque alguém já quis saber. 3. O QUE ENVELHECEU: nota que fala de ferramenta, preço, número ou processo que provavelmente mudou desde que foi escrita. Diga a data da nota. 4. O QUE EU DEVERIA SABER E NÃO SEI: uma lacuna que não está na base e nem foi perguntada, mas que o meu negócio precisa ter resposta. Só uma, a mais cara de continuar sem. DEPOIS DE ACHAR: pesquise as três primeiras lacunas por fora, escreva a nota nova no formato da Wiki, e marque cada uma com a fonte de onde veio e a data. Nota vinda de pesquisa fica separada da nota vinda de material meu, e nunca se mistura com ela. Me mostre o que você escreveu antes de salvar. E me diga qual das lacunas você não conseguiu preencher, e por quê.

Roda na segunda de manhã, com a semana ainda vazia. E deixa o "me mostre antes de salvar" ligado no primeiro mês: você vai ver ela querendo preencher buraco com o que costuma ser dito sobre o assunto, e é aí que a separação entre nota pesquisada e nota sua deixa de ser detalhe.

A maioria das empresas só descobre o que não sabe quando dá problema.

A lista das suas fontes, a camada que quase todo mundo pula

Copiar a minha base não funciona, porque ela está ligada nas minhas reuniões, nos meus números, nos meus clientes. Se você pegar a estrutura e não ligar nas suas fontes, você montou uma enciclopédia bonita que não serve pra decidir nada.

Então, antes de continuar enchendo a pasta, para e escreve a lista: onde está hoje o que a sua empresa sabe. Não o que ela deveria saber, o que ela sabe. Costuma estar em seis lugares, e quase sempre em ordem inversa de importância:

1
A sua cabeça. O que você já explicou cinco vezes e nunca escreveu.
2
A cabeça de uma ou duas pessoas do time. O processo que só elas sabem executar.
3
Gravações de reunião e de call. O maior acervo da maioria das empresas, e o menos usado.
4
Conversas. WhatsApp, e-mail, o grupo onde as decisões são tomadas e ninguém registra.
5
Planilhas e painéis. Os números, que quase nunca estão junto do texto que explica o número.
6
O que já está escrito. Manual, contrato, roteiro de atendimento, material de treinamento.

"Reuniões" não é fonte. "As gravações das reuniões de segunda, no Drive, desde março" é fonte.

Este prompt monta o mapa e diz por onde começar:

Eu vou montar a base de conhecimento da minha empresa e preciso decidir de onde ela vai beber. Você vai me ajudar a mapear as fontes antes de eu colocar qualquer coisa dentro. O MEU NEGÓCIO: [o que você vende, tamanho do time, quanto tempo de casa] AS PERGUNTAS QUE O TIME MAIS ME FAZ: [liste de 5 a 10 perguntas que você responde toda semana, do jeito que elas chegam] ONDE EU ACHO QUE O CONHECIMENTO ESTÁ HOJE: [passe pelos seis lugares: sua cabeça, a cabeça de alguém do time, gravações, conversas, planilhas, o que já está escrito. Seja específico: onde fica, desde quando, quem tem acesso] Me devolva: 1. O MAPA: para cada pergunta que eu listei, onde está hoje a resposta e em que formato. Marque as que só existem na cabeça de alguém. 2. A FONTE QUE PAGA PRIMEIRO: qual fonte, se entrar na base agora, responde o maior número dessas perguntas. Uma só, com o motivo. 3. O QUE ENTRA E O QUE NÃO ENTRA: o que dessas fontes é material bruto pra base, e o que é privado, sensível ou de terceiro e não deveria entrar. Na dúvida, diga pra ficar de fora. 4. O BURACO: que pergunta importante do meu negócio não tem resposta em fonte nenhuma, nem na minha cabeça. É o que a minha empresa não sabe e ainda não descobriu que não sabe. 5. A ORDEM: as três primeiras fontes a colocar dentro, e por quê. Não sugira ferramenta. Eu quero saber de onde beber, não com que copo.

O item 4 é o que eu mais uso. A maioria das empresas só descobre o que não sabe quando dá problema, e essa pergunta antecipa isso em algumas semanas.

Uma trava antes de você sair alimentando: material de cliente, de reunião privada e de terceiro tem dono, e o dono não é a sua base. Fonte que você não pode citar depois não deveria entrar agora.

Comece pela primeira pergunta

Escolhe uma fonte, um livro ou uma gravação ou uma reunião, coloca no Fontes brutas, cria a Wiki e pergunta.

Não tenta construir o segundo cérebro perfeito. Constrói a primeira pergunta que ele consegue responder.

antes de fechar

Sua base tá de pé e tá vazia. Ela só responde sobre o que você colocar dentro dela.

Você montou ela porque cansou de ser o único lugar onde as coisas ficam guardadas. Eu montei a minha pelo mesmo motivo.

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prompt pronto

As Rotinas

As duas que eu deixo rodando aqui, escritas pra colar, e o prompt que escreve a terceira pra você.

Enquanto você tiver que pedir, ela é ferramenta

A maioria das pessoas usa IA do jeito mais caro possível: abre, pede uma coisa e fica esperando a resposta. Cada trabalho começa com você lembrando de pedir.

A rotina inverte isso: você não abre nada, o trabalho chega.

Ela agenda o próprio trabalho e roda com o seu computador fechado. Esta página tem o mínimo pra ligar, as duas rotinas que rodam aqui já escritas, e o prompt que escreve a sua terceira.

O mínimo pra ligar

Onde fica. Abre o aplicativo do Claude no computador, entra em código, e do lado esquerdo tem rotinas. Você pode pedir pra ela criar a rotina conversando, ou montar na mão colando o texto.
O botão que muda tudo. No canto de cima você marca pra rodar na nuvem. Se você não marcar isso, ela só roda com a máquina ligada, e aí você não ganhou nada: continua dependendo de você deixar o computador aberto. Leva dez segundos e é a primeira coisa a fazer.
A notificação, e essa não é opcional. Vai nas configurações e liga o aviso de quando a rotina termina. Chega por e-mail ou no celular.

Eu insisto nesse último item porque eu já paguei por ele. Montei uma automação bonita, deixei rodando e não olhei. Três semanas depois eu descobri que uma delas estava falhando em silêncio desde o começo. Automação sem aviso vira ponto cego.

Rotina 1

Os concorrentes no YouTube

Segunda · 8h

Ela olha os canais de quem disputa a mesma atenção que você, e chega antes de você decidir o que gravar na semana.

Toda segunda de manhã, olhe os canais da lista e me diga o que mudou neles nos últimos 7 dias. CANAIS: [3 a 6 links de canal de quem disputa a mesma atenção que você] O QUE EU PUBLICO: [duas linhas sobre o seu canal e o seu tema] Organize a resposta assim: 1. O QUE SUBIU: os vídeos publicados nos últimos 7 dias, com canal, título, data e visualizações. Ordene por visualizações. 2. O QUE PERFORMOU ACIMA DA MÉDIA: compare cada vídeo novo com a média do próprio canal. Marque só o que ficou claramente acima, e diga quanto acima. 3. O GANCHO: para os três melhores, transcreva os primeiros 15 segundos e diga em uma linha qual é a promessa que eles fazem. 4. O QUE ISSO ABRE PRA MIM: três pautas que eu poderia gravar, uma linha cada, no meu tema e com o mecanismo que fez o vídeo deles funcionar. 5. O QUE IGNORAR: o que performou por um motivo que não se repete, tipo colaboração, notícia do dia ou polêmica. REGRAS: não invente número. Se não conseguir a visualização, escreva "sem dado" e siga. Não copie título. Máximo de uma página.

Começa por esta. Ela só lê e compara, não mexe em nada seu.

Eu passei muito tempo escolhendo pauta pelo que me parecia interessante na segunda de manhã. Isso é chute com cara de estratégia. Ela não decide por mim: chega com o que já performou na frente do mesmo público, e a escolha passa a ser sobre alguma coisa.

Rotina 2

As reuniões do dia

Todo dia · 18h

Essa lê o que foi falado nas reuniões de hoje e devolve o que ficou decidido, antes do dia virar.

Todo dia às 18h, leia as reuniões que aconteceram hoje e me devolva um resumo único. O QUE EU FAÇO: [duas linhas: o que você vende e com quem você se reúne] O QUE NÃO PODE PASSAR BATIDO: [o que pesa nas reuniões do seu negócio: prazo assumido, número prometido, cliente insatisfeito, decisão que mexe em dinheiro] Organize a resposta assim: 1. O QUE FOI DECIDIDO: uma linha por decisão, com quem decidiu. Se alguma reunião terminou sem decisão nenhuma, diga isso na cara. 2. O QUE FICOU COMIGO: o que eu, pessoalmente, assumi, com prazo quando teve prazo. Se eu assumi coisa demais no mesmo dia, me avise. 3. O QUE FICOU COM OUTRA PESSOA: quem ficou de fazer o quê, e até quando. 4. O QUE FOI PROMETIDO PRA FORA: qualquer prazo, número ou entrega dito pra cliente, fornecedor ou sócio. Este bloco vem primeiro se estiver cheio, porque é o que cobra a gente depois. 5. O QUE NÃO FECHOU: assunto que apareceu, ninguém resolveu e ninguém marcou de voltar. Esses somem sozinhos se não estiverem escritos. REGRAS: não invente decisão que não foi dita. Se a transcrição estiver ruim ou faltar reunião, diga o que faltou em vez de preencher. Não mande mensagem pra ninguém e não marque nada na agenda. Você me mostra, eu decido.

O item 4 é o que me fez montar essa.

Promessa feita em reunião é a que mais some. Ninguém anota, cada um sai lembrando da própria versão, e a conta chega três semanas depois. Isso já me pegou mais de uma vez. Agora chega escrito às 18h, enquanto ainda dá pra consertar no mesmo dia.

O prompt que escreve a sua terceira

Aqui trava muita gente, porque a pessoa abre a caixa em branco e não sabe o que pedir. Então usa a ferramenta pra resolver o problema de usar a ferramenta: abre outra conversa e pede pra própria IA escrever a instrução.

Eu quero criar uma rotina de IA que roda sozinha, em horário marcado, e me entrega o resultado pronto. Você vai escrever a instrução dessa rotina pra mim, pronta pra colar. O QUE EU QUERO QUE ACONTEÇA: [conte com as suas palavras, do jeito que você explicaria pra uma pessoa nova. Não tente escrever bonito] QUANDO: [que dia e horário faz sentido, e por quê] ONDE ELA VAI PRECISAR OLHAR: [e-mail, agenda, planilha, pasta, site] O QUE EU QUERO RECEBER NO FIM: [um resumo, uma lista, um rascunho, um alerta só quando algo acontecer] Escreva a instrução da rotina seguindo estas regras: - Comece pelo contexto do meu negócio, porque ela roda sem mim por perto. - Diga exatamente o formato da entrega, em blocos numerados. - Feche com uma linha de "o que você nunca faz": nada de enviar, apagar, publicar ou marcar compromisso sem mim. Ela prepara, eu fecho. - Mande ela dizer quando não encontrar informação, em vez de supor. - Escreva em português simples, sem jargão, pra eu conseguir editar depois sem depender de ninguém. Antes de escrever, me faça no máximo 2 perguntas se faltar alguma coisa importante. Depois da instrução, me diga em uma linha qual é o maior jeito dessa rotina dar errado.

Guarda a instrução que ela devolver num arquivo seu.

Uma rotina que você não consegue reeditar em seis meses vira caixa preta, e caixa preta você acaba desligando.

As três regras que valem pras três

Nenhuma envia, apaga ou publica. Todas preparam e param, e o botão de fechar continua sendo seu.

Todas avisam quando terminam. Sem aviso, você criou uma coisa que roda no vazio e que você vai esquecer que existe em duas semanas.

Todas rodam na nuvem. Uma rotina que depende do seu computador ligado é um lembrete com um passo a mais.

Onde isso te coloca

Esse é o último degrau da Escada da Autonomia da IA.

1
Você conversa com ela.
2
Você dá habilidade.
3
Você dá contexto real, que é ela enxergar o que a sua empresa sabe.
4
Ela ganha rotina própria e vira Funcionário do Mês: uma IA que carrega responsabilidade sem alguém mandando.Você está aqui

Quando ela chega antes de você pedir, virou funcionário.

antes de fechar

A rotina resolve o que se repete. O que não se repete continua chegando na sua mesa, e é isso que ocupa a cabeça de dono.

Eu deixei uma automação falhando em silêncio por três semanas. O incômodo veio depois: eu tinha montado uma coisa e parado de olhar, exatamente o que eu cobro de quem trabalha comigo.

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tabela

A Folha de Encaixe

Como eu encaixo o time nos cinco papéis, o que fazer quando três caem no mesmo, e o exercício desconfortável de descobrir o seu.

Cargo diz onde a pessoa senta. Papel diz o que ela resolve.

A ideia dos cinco papéis não é minha. Ela apareceu numa fala pública de quem criou o Claude Code, sobre os cargos que a gente conhece, designer, copy, gestor de tráfego, virando cinco funções novas. Eu peguei a ideia e virei folha, porque ideia sobre o futuro do trabalho não muda nada na sua segunda de manhã. Uma folha preenchida muda.

O que morreu primeiro foi a relação entre diploma e função: o diploma parou de dizer o que a pessoa consegue entregar, e o que passou a dizer é como ela constrói com IA do lado.

Esta página tem três coisas: os cinco papéis com o sinal de reconhecimento de cada um, a folha pra você preencher com nome e sobrenome do seu time, e a leitura do resultado.

Como você reconhece cada um dos cinco

Não leia isso como descrição de vaga. Leia pensando em gente que você já tem.

1
O prototipador. Joga ideia. Faz dez versões ruins na mesma tarde e não se apega a nenhuma.
Sinalé o que te manda áudio de três minutos no domingo.
Destrói valor quandovocê deixa ele terminar as coisas.
2
O construtor. Pega uma dessas ideias e põe em pé rápido. Não discute, entrega feio e funcionando.
Sinalquando você pergunta como está, já está pronto e mal acabado.
Destrói valor quandoninguém limpa o que ele deixou pra trás.
3
O simplificador. Limpa o que o construtor fez. É o que tira, não o que põe.
Sinalé o que faz a pergunta que ninguém quer ouvir na reunião, do tipo "por que a gente precisa disso mesmo?".
Destrói valor quandovocê pede pra ele criar em vez de podar.
É o mais raro dos cinco, e é o que ninguém valoriza na hora de contratar, porque no currículo o trabalho dele aparece como coisa que deixou de existir.
4
O crescedor. Pega o que já existe e faz as pessoas amarem. Cuida do que acontece depois que a coisa nasceu.
Sinalé o que fica olhando número de uso e falando com cliente sem ninguém pedir.
Destrói valor quandoele cresce uma coisa que ainda estava quebrada.
5
O mantenedor. Segura tudo de pé quando cresce. Chato, previsível.
Sinalé o primeiro que faz falta quando some, e o último que aparece na reunião de resultado.
Destrói valor quandovocê deixa ele decidir o que é experimento.

A folha, uma pessoa por linha

Copia esta tabela e preenche com o nome de cada pessoa do time, você incluído. Uma pessoa por linha, um papel principal por pessoa. Sem empate, sem "ela é um pouco dos dois". O empate é justamente a informação que você está fugindo de olhar.

Nome Papel principal Papel que ela ocupa hoje A evidência (últimos 90 dias) O que trava se ela sair

A coluna da evidência é obrigatória. Se você não consegue escrever uma entrega concreta dos últimos 90 dias, você não encaixou a pessoa. Você chutou o que gostaria que ela fosse.

A terceira coluna é a que dói. Papel principal é o que a pessoa é boa. Papel que ela ocupa hoje é o que a sua operação obrigou ela a virar. Quando as duas colunas divergem, você achou uma pessoa que está entregando menos do que consegue, e não é culpa dela.

Você entra na folha também, na última linha, com o mesmo critério e a mesma evidência.

A leitura do resultado

Se três caírem no mesmo papel. Achou o gargalo que você não estava entendendo. Um time com três construtores e nenhum simplificador entrega muita coisa e limpa nenhuma, e daqui a seis meses ninguém sabe mais como as coisas funcionam. Um time com três prototipadores decide tudo duas vezes.

Se faltar um papel inteiro. Antes de abrir vaga, pergunta se aquele papel é semanal ou eventual. Se for eventual, ele cabe numa tarde por mês de alguém que você já tem, e não numa contratação. Se for semanal e ninguém ocupa, é ali que a sua empresa está sangrando.

Se uma pessoa tiver quatro linhas na última coluna. Isso deixou de ser papel e virou ponto único de falha. Não se resolve com organograma, se resolve tirando o conhecimento da cabeça dela e colocando em algum lugar que outra pessoa leia.

E a leitura mais desconfortável, que é sobre você. Eu era prototipador e passei anos me cobrando por não ser mantenedor. Ficava bravo comigo por não ter disciplina de manter a coisa rodando, quando o problema era que eu estava tentando ser o papel errado.

Descobre qual é o seu e fica bom nele, um só; o resto você contrata ou entrega pra IA.

O prompt que preenche a folha com você

Se o time for grande, ou se você quiser um segundo olhar sobre o encaixe que você fez, copia isto:

Eu vou encaixar o meu time em cinco papéis. Os papéis são: 1. PROTOTIPADOR: joga ideia, faz muitas versões rápidas, não se apega. 2. CONSTRUTOR: põe em pé rápido, entrega feio e funcionando. 3. SIMPLIFICADOR: limpa e poda o que o construtor fez. Tira, não põe. 4. CRESCEDOR: pega o que existe e faz as pessoas amarem e usarem. 5. MANTENEDOR: segura de pé quando cresce. Previsível e constante. O MEU NEGÓCIO: [o que você vende, faturamento mensal se souber, e a fase em que a empresa está: criando coisa nova, arrumando o que existe, ou segurando volume] O TIME: para cada pessoa, escreva em uma linha: nome ou apelido, o que ela faz oficialmente, e duas ou três coisas concretas que ela entregou nos últimos 90 dias. Me inclua na lista. [...] Me devolva: A. A FOLHA: cada pessoa com o papel principal, o papel que ela ocupa hoje na prática, e a evidência que sustenta essa leitura. Onde os dois papéis divergirem, diga. B. A CONCENTRAÇÃO: quais papéis têm gente demais e quais estão vazios. C. O GARGALO: qual problema da minha operação é explicado por essa distribuição. Ligue ao que eu contei do negócio, não em tese. D. AS DUAS TROCAS: duas pessoas que renderiam mais trocando de responsabilidade entre si, sem contratar ninguém. E. O QUE VAI PRA IA: das tarefas que apareceram, quais são de papel que está vazio hoje e podem ser cobertas por IA em vez de contratação, e quais exigem gente. F. SE FOSSE CONTRATAR UM: qual papel, e a primeira pergunta que eu deveria fazer na entrevista pra saber se a pessoa é daquele papel. Onde a minha descrição não sustentar a conclusão, diga que não dá pra saber em vez de completar.

Roda ele antes de abrir vaga.

Duas das últimas contratações que eu vi acontecerem por aí eram troca de responsabilidade entre duas pessoas que já estavam na folha de pagamento.

Por que isso virou assunto agora

O problema hoje é outro, e é bem mais bobo do que parece: a empresa que contratou o Einstein e botou o cara pra revisar carrossel. Eu chamo de Síndrome do Einstein Estagiário: você tem um gênio do lado e usa ele como estagiário, porque nunca definiu qual papel ele ocupa.

A folha resolve os dois de uma vez. Papel vazio no seu time é onde a IA entra sem tirar o lugar de ninguém, e papel ocupado por gente boa é onde ela não deveria encostar.

E máquina nenhuma ocupa cargo.

antes de fechar

A folha te mostra quem faz o quê. Ela não decide o que a empresa vai fazer no mês que vem.

Eu passei anos me cobrando por não ser um papel que eu nunca fui. Ninguém me disse, e não porque as pessoas não viam: quase ninguém tem intimidade pra dizer isso pro dono.

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prompt pronto

O Padrão

Os prompts que fazem a IA estudar o seu próprio histórico, achar o que já funcionou com você e simular o que ainda não foi publicado.

Todo mundo aponta a IA pra fora

Pede análise de concorrente, pede tendência, pede o que está bombando no nicho. E aí produz conteúdo parecido com o de gente que tem outra audiência, outro histórico e outro rosto.

A pergunta que quase ninguém faz é a de dentro: o que já funcionou comigo?

Essa resposta existe, está publicada, e é sua; ela só nunca foi lida junta. Esta página tem três prompts, nesta ordem: juntar o material, achar o padrão e simular antes de publicar. Dá pra rodar os três hoje, sem programar nada.

O que eu perdi decidindo no gosto

Eu já publiquei coisa que eu achava genial e morreu. E o custo não para no post: é a semana inteira de produção de uma equipe atrás de uma coisa que eu decidi sozinho, no escuro, porque eu gostei.

Uma semana de time atrás de uma pauta errada custa mais do que qualquer assinatura de IA que você vá pagar no ano. Foi essa conta que me fez parar de decidir pauta na conversa e começar a decidir contra o histórico.

Passo 1

Junta o material

A IA não consegue achar padrão no que ela não vê. Antes do prompt, o material precisa estar num lugar só.

O caminho manual, que serve pra começar hoje. Pega os seus vinte últimos posts e monta um arquivo de texto com uma entrada por post, neste formato:

POST 01 Data: Formato: (reels / carrossel / estático / story / vídeo longo) Gancho (a primeira frase falada ou escrita, literal): Texto completo ou transcrição: Assunto: Visualizações: Curtidas: Comentários: Salvamentos: Compartilhamentos: Seguidores ganhos, se você souber:

Repete esse bloco pra cada post, num arquivo de texto só.

Vinte é o mínimo pra o padrão parar de ser coincidência. Se você tiver cem, melhor, e aí compensa automatizar a coleta: existem raspadores prontos que baixam e transcrevem o perfil inteiro sem programação, e o mais usado é o Apify. Para começar, vinte na mão resolve, e leva uma tarde.

A coluna que quase todo mundo esquece é o gancho literal. Anota a frase exata que abre, palavra por palavra, e não o assunto do post. É a variável que mais explica diferença de desempenho, e é a que some quando você anota "post sobre precificação".

Passo 2

O prompt do padrão

Com o arquivo pronto, copia isto:

Você vai analisar o meu histórico de conteúdo e achar o padrão do que funciona comigo. Não olhe pra fora, não me compare com ninguém, não me traga boas práticas de mercado. Só o que está neste material. QUEM EU SOU E PRA QUEM EU FALO: [duas linhas: o que você vende e quem é a pessoa do outro lado] O QUE EU CONSIDERO SUCESSO: [escolha um: alcance, salvamento, comentário, seguidor novo ou lead. Um só, e diga por quê] O MATERIAL: [cole aqui os posts, no formato acima] Me devolva, nesta ordem: 1. A LINHA DE CORTE: separe os posts em três grupos (acima da média, na média, abaixo da média) pela métrica que eu escolhi. Diga qual é a minha média real, não a do mercado. 2. O QUE SE REPETE NO QUE FOI BEM: analise separadamente a) o gancho: estrutura da primeira frase, tamanho, se abre pergunta, número, promessa ou tensão; b) o assunto; c) o formato; d) o tamanho do texto; e) se tem número concreto, história pessoal ou passo a passo; f) o tom (conta um erro meu, ensina, opina, mostra bastidor). Para cada item, diga em quantos dos meus posts bons ele aparece e em quantos dos ruins. Sem contagem, vira palpite. 3. O QUE SE REPETE NO QUE FOI MAL: o mesmo recorte, no outro grupo. 4. A COISA DESCONFORTÁVEL: qual tipo de conteúdo eu gosto de fazer (aparece muito no meu histórico) e não performa. Seja direto, não amenize. 5. O QUE EU NÃO TESTEI: que combinação de gancho, formato e assunto o meu histórico sugere que funcionaria e nunca apareceu. 6. AS TRÊS REGRAS: escreva no máximo três regras de produção, em uma linha cada, que eu deveria seguir a partir de agora, baseadas só nesse material. Onde a amostra for pequena demais pra sustentar a conclusão, diga isso em vez de afirmar. Eu prefiro "não dá pra saber" a padrão inventado.

Guarda o resultado num arquivo: ele vira a base do passo 3 e vale reescrever a cada trinta posts novos.

Aviso de expectativa: ela vai te mostrar que aquele conteúdo que você adora fazer é o que menos engaja. Ela não tem carinho pelo seu trabalho, e é pra isso que ela serve.

Passo 3

Simular antes de mandar pra produção

Aqui o valor deixa de ser acertar mais e passa a ser matar antes o que ia sair ruim.

Você já analisou o meu histórico e escreveu as regras abaixo. O QUE EU JÁ SEI SOBRE O MEU CONTEÚDO: [cole aqui o resultado do prompt anterior, principalmente os padrões e as três regras] O QUE EU PENSEI EM PUBLICAR: [descreva a ideia: gancho literal, formato, assunto e o que a pessoa leva no fim] Me responda: A. O PARECER: essa ideia se parece mais com os meus posts que foram bem ou com os que foram mal? Diga com quais posts específicos do meu histórico ela se parece, e por quê. B. A NOTA: de 0 a 10, e o que está segurando a nota. A nota sozinha não serve, o que segura ela é a informação. C. O GANCHO: reescreva a minha primeira frase de três jeitos, cada um usando uma estrutura de gancho que já funcionou comigo, apontando qual post do histórico inspirou cada versão. D. O CORTE: o que dessa ideia eu deveria tirar. Sempre tem alguma coisa. E. MATAR OU MANDAR: se fosse você, mandaria essa pra produção ou deixaria na gaveta? Responda uma coisa ou outra. Se a ideia for parecida demais com algo que eu já publiquei nos últimos 90 dias, me avise antes de qualquer outra coisa.

Leva cinco minutos e economiza uma semana.

A régua

Antes de mandar pra produção, roda contra o seu próprio histórico. Não pra pedir permissão, pra saber o que você está apostando.

A IA não vai te dar ideia melhor que a sua. Ela vai te dizer quais das suas já funcionaram.

O limite disso

Isso te diz o que funcionou. Não te diz o que você deveria estar defendendo.

Histórico é ótimo conselheiro e péssimo estrategista: seguido à risca, ele te faz repetir para sempre o assunto que já pegou, e conteúdo que só repete o que deu certo para de crescer em uns seis meses. O padrão decide o formato e o gancho; a tese continua sendo sua.

antes de fechar

Agora você sabe o que funcionou. Continua faltando saber o que você quer defender.

Eu produzo conteúdo há tempo suficiente pra saber que o pior post é o que vai bem e não me representa, porque aí você repete ele por seis meses e vira outra pessoa sem perceber.

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passo a passo

Empresa de Uma Pessoa Só

Os três caminhos detalhados: o que cada um pede, quem já sai na frente, e o primeiro passo de segunda de manhã.

Duas linhas honestas

Isso não é renda passiva e não é fácil; dá trabalho, e nos três caminhos o trabalho aparece antes do dinheiro.

O que mudou foi a barreira: hoje dá pra construir os três sem saber programar, com uma assinatura de IA que, em conta de padaria, sai por umas centenas de reais por mês. Conta de padaria é a estimativa grosseira, boa o suficiente pra decidir.

E vale dizer de onde eu falo: eu não fiz nenhum dos três sozinho. Eu passei dez anos gerenciando negócio digital com time do lado, aprendendo na marra, e é exatamente por isso que eu enxergo onde cada um desses caminhos quebra. Os três quebram no mesmo lugar, e eu mostro no fim.

Os três caminhos abertos

Cada um pede uma coisa diferente de você. Lê os três antes de escolher: o terceiro é o que eu acho mais inteligente pra quem já tem empresa, e o segundo é o que paga mais rápido.

1

O produto próprio

A aposta mais ousada
O que é
Você constrói uma ferramenta de IA e vende ela. Assinatura, licença, acesso.
Por que é a mais ousada
O dinheiro vem depois de tudo: depois de construir, depois de achar o primeiro cliente, depois de descobrir que metade do que você construiu ninguém usa.
A armadilha
Não faz mais um assistente genérico. O mundo já está cheio, e você vai competir com empresa que tem time e dinheiro pra queimar. Pega uma dor específica de um nicho específico, daquele que você já conhece porque já trabalhou nele, e resolve só ela.
Quem sai na frente
Você, se já tem empresa. A maioria que tenta isso não sabe onde dói, e passa seis meses descobrindo o que você já sabe de cor. A sua vantagem está no diagnóstico, e aqui ela vale mais que a técnica.
O primeiro cliente
É alguém que já te conhece e já te paga por outra coisa. Se ninguém da sua lista atual comprar, o problema está no produto, e nenhum tráfego conserta isso.
Como você sabe que está dando errado
As pessoas elogiam e não usam; elogio é educação, uso é resposta.
Segunda de manhã
Escreve numa folha as cinco reclamações que você mais ouviu no seu mercado nos últimos dois anos. Circula a que aparece toda semana e é sempre resolvida na mão. É por ali.
2

A automação pra fora

O caixa mais rápido
O que é
Você monta sistemas de IA pra empresa pequena que tem problema, tem dinheiro e não faz ideia de como fazer isso.
Por que é o caixa mais rápido
O cliente já existe, já tem orçamento e já sente a dor; você não precisa criar demanda, precisa aparecer.
A armadilha
Aceitar tudo que aparecer. Se cada cliente pede uma coisa diferente, você virou consultoria de um homem só, e consultoria de um homem só tem teto no seu calendário. Escolhe um tipo de empresa e um tipo de problema, e repete.
Quem sai na frente
Quem já tem rede. Você não precisa de portfólio, precisa de três conversas com gente que já confia em você.
O primeiro cliente
Cobra desde o primeiro. De graça você recebe favor, e favor não te diz se o preço para de pé.
Como você sabe que está dando errado
Todo projeto é do zero. Se você não está reaproveitando pelo menos metade do que montou no cliente anterior, você não tem um negócio, você tem uma agenda cheia.
Segunda de manhã
Lista dez empresas que você conhece pelo nome do dono. Manda uma mensagem pra três perguntando qual é a tarefa repetitiva que mais come tempo do time. Não oferece nada ainda. Só pergunta.
3

O portfólio de coisas pequenas

O que eu acho mais inteligente pra quem já tem empresa
O que é
Em vez de apostar tudo num produto só, você lança vários pequenos e deixa os que dão certo sustentarem o resto.
Por que eu prefiro este
Eu falo com conhecimento de causa, porque eu fiz o contrário durante anos. Eu botava tudo numa aposta só e ficava seis meses defendendo ela, porque admitir que não ia dar era pior do que insistir. Isso me custou caro mais de uma vez.
A armadilha
Achar que portfólio é fazer cinco coisas ao mesmo tempo. É fazer uma de cada vez, rápido, e ter a disciplina de matar a que não respondeu. O portfólio se faz de enterro: quem só lança acumula.
Quem sai na frente
Quem tem audiência ou lista, mesmo pequena. Cada teste custa quase nada quando você já tem pra quem mostrar.
O primeiro cliente
É o mesmo pros cinco. Você testa cinco ofertas na mesma base e deixa a base escolher.
Como você sabe que está dando errado
Você tem quatro coisas vivas e nenhuma crescendo. Portfólio sem poda vira bagunça com nome bonito.
Segunda de manhã
Escreve as três coisas menores que você poderia colocar de pé em duas semanas cada. Marca no calendário a data em que você vai matar a primeira se ela não responder. A data vem antes do lançamento, não depois.

O prompt pra escolher o seu

Os três funcionam, e o que decide é qual deles combina com o que você já tem na mão hoje.

Eu quero decidir entre três caminhos pra construir um negócio que funciona com pouca ou nenhuma gente, usando IA: 1. PRODUTO PRÓPRIO: construir uma ferramenta de IA e vender assinatura. 2. AUTOMAÇÃO PRA FORA: montar sistemas de IA pra empresas pequenas. 3. PORTFÓLIO: lançar várias coisas pequenas e manter as que pegarem. O QUE EU TENHO HOJE: - O que eu vendo e há quanto tempo: [...] - Faturamento mensal e margem, se souber: [...] - Tamanho do time: [...] - Tamanho da minha lista ou audiência: [...] - Quantas horas por semana eu consigo dar pra isso, de verdade: [...] - Quanto tempo eu aguento sem esse projeto dar retorno: [...] - O mercado que eu conheço melhor do que a média das pessoas: [...] Me responda nesta ordem: A. O CAMINHO: qual dos três, com o raciocínio. Uma resposta direta. "Depende" não é resposta. B. POR QUE NÃO OS OUTROS DOIS: o motivo específico, ligado ao que eu escrevi acima, não ao caminho em tese. C. A MINHA VANTAGEM INJUSTA: o que eu tenho que a maioria de quem tenta esse caminho não tem. D. ONDE EU VOU QUEBRAR: o ponto em que gente com o meu perfil desiste nesse caminho, e o sinal que aparece antes. E. AS DUAS PRIMEIRAS SEMANAS: o que eu faço, dia a dia, sem construir nada ainda. Quero validação, não produto. F. A DATA DE MATAR: em quanto tempo, e com qual sinal, eu deveria parar esse caminho e testar outro. Seja específico ao que eu escrevi. Se o meu relato estiver vago demais pra uma recomendação séria, me faça no máximo 2 perguntas antes.

Quanto mais concreto o que você escrever nos colchetes, menos genérica a resposta.

O item F é o que quase ninguém escreve, e é o que teria me poupado uns dois anos. Data de morte definida antes do começo é a única coisa que te deixa apostar de verdade, porque você sabe onde para.

Onde os três quebram, e é no mesmo lugar

Repara o que os três têm em comum: nenhum deles é você trabalhando mais.

Os três são você montando um Funcionário do Mês, que é uma IA que ficou boa numa função e passou a carregar responsabilidade de verdade, enquanto você decide o que vem depois. E os três quebram no dia em que você vira o motoboy de contexto da sua própria operação, buscando informação de um lado, copiando e colando do outro, porque a IA nunca soube nada da sua empresa e depende de você pra saber.

O tamanho da empresa nunca foi o ponto. O gargalo era o dono.

antes de fechar

Escolher o caminho é a decisão desta semana, e semana que vem tem outra.

Eu passei seis meses defendendo uma aposta que já tinha me respondido não. Faltou alguém por perto com a mesma pele no jogo pra me dizer isso na cara.

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tabela

Workflow ou Agente

A tabela que eu uso pra decidir, antes de montar, o que vira passo fixo e o que vira objetivo solto.

A pergunta que decide

Antes de montar qualquer coisa com IA, eu faço uma pergunta só: essa tarefa precisa acontecer sempre na mesma ordem?

Se você consegue sentar e escrever passo um, passo dois, passo três, e quer que aconteça nessa ordem toda vez, você não precisa de agente; você precisa de workflow.

Workflow é o passo fixo: você desenha o caminho e ele repete. Agente é o objetivo solto: você entrega a meta e as ferramentas, e ele acha o caminho, porque o passo seguinte depende do que aconteceu no anterior.

Agente é mais poderoso, sim, e menos previsível no resultado final.

Quem promete agente que faz tudo e nunca erra está vendendo alguma coisa.

Onde eu errei

Eu montei um agente pra uma tarefa que eram três passos fixos, e passei duas semanas ajustando ele pra fazer o que uma lista de tarefas fazia. Virei gerente de caos da minha própria automação, dando ordem de sopetão e esperando organização do outro lado.

O erro não foi técnico: eu escolhi agente porque agente era mais bonito de falar em reunião. A tabela abaixo existe pra essa escolha parar de passar pelo meu gosto.

A tabela, linha por linha

Lê linha a linha pensando na tarefa que você quer montar; a coluna onde cair a maioria das respostas é a sua resposta.

A perguntaÉ workflowÉ agente
Você consegue escrever os passos numa folha?Sim, e eles são sempre os mesmosNão, depende do que aparecer no caminho
A ordem muda de execução pra execução?Nunca mudaMuda, e a mudança é o trabalho
O que entra é sempre do mesmo tipo?Sim: mesma planilha, mesmo formato, mesma fonteNão, entra qualquer coisa e ele decide o que fazer com aquilo
O que sai tem um formato certo?Sim, e eu sei reconhecer quando saiu erradoSai texto, análise ou decisão, e cada vez sai diferente
Quantas ferramentas ela precisa consultar?Uma ou duas, sempre as mesmasVárias, e ele escolhe quais na hora
Se rodar duas vezes com a mesma entrada, sai igual?Tem que sair igualPode sair diferente, e tudo bem
Alguém revisa antes de usar o resultado?Não precisaPrecisa, sempre
Quanto custa se ele errar sozinho?Barato, dá pra rodar de novoCaro, porque ele já agiu em cima do erro
Quantas vezes por mês isso acontece?Muitas, e sempre igualPoucas, e cada uma é um caso
Você treinaria uma pessoa nova lendo um roteiro?SimNão, a pessoa precisaria de julgamento

Como ler o resultado. Sete ou mais na coluna do meio: monta workflow e não discute. Sete ou mais na da direita: agente, e com revisão humana no fim. Empate no meio, que é o caso mais comum: quebra a tarefa em duas. A parte repetitiva vira workflow, e só o pedaço que exige julgamento vira agente.

Quase toda tarefa que parece pedir agente é um workflow com um miolo de decisão dentro.

O prompt que aplica a tabela

Você não precisa rodar a tabela na mão pra cada tarefa. Copia isto com a sua lista dentro:

Eu vou classificar tarefas da minha empresa entre WORKFLOW (passo fixo, mesma ordem toda vez, resultado previsível) e AGENTE (objetivo solto, o passo seguinte depende do anterior, precisa de julgamento). O MEU NEGÓCIO: [o que você vende, tamanho do time, o que você mesmo ainda faz na mão] AS TAREFAS: [liste de 5 a 15 tarefas que hoje tomam o seu tempo ou o do time, uma por linha, do jeito que você falaria] Para cada tarefa, me devolva: 1. WORKFLOW ou AGENTE, com uma linha de justificativa. 2. Se for mista, mostre onde ela se parte: qual pedaço vira workflow e qual pedaço fica com julgamento humano ou com agente. 3. O custo do erro se ela rodar sozinha e sair errada, em uma linha. Depois da lista, me dê: - A ORDEM DE CONSTRUÇÃO: as 3 primeiras que eu deveria montar, da que paga mais rápido pra que paga menos. Considere frequência e tempo gasto hoje, não sofisticação. - A QUE EU NÃO DEVERIA AUTOMATIZAR AINDA: uma tarefa da minha lista que é cedo demais pra sair da minha mão, e por quê. Não sugira ferramenta nenhuma. Eu quero a decisão, não o catálogo.

Funciona em qualquer IA de conversa.

O último bloco é o que eu mais uso. Ele existe pra segurar a vontade de automatizar a empresa inteira de uma vez, que é o jeito mais rápido de terminar o mês com seis coisas pela metade.

A régua curta

Se você consegue escrever a ordem, escreve a ordem. Só chama agente quando a ordem não existe.

Onde entra na Escada da Autonomia

A Escada da Autonomia da IA tem quatro degraus, e eles vêm nesta ordem:

1
Você conversa com ela.
2
Você dá habilidade, que é justamente o workflow.Você está aqui
3
Você dá contexto real, que é ela enxergar o que a sua empresa sabe.
4
Ela ganha rotina própria e começa o trabalho sem você pedir.

Quem pula degrau não acelera, quem pula degrau volta pro começo, porque agente sem contexto real da sua empresa é um funcionário esperto que nunca foi apresentado a ninguém.

A IA não fica autônoma porque você deu liberdade. Ela fica autônoma quando você deu ordem suficiente pra ela não precisar de você.

antes de fechar

A tabela decide o que construir. Ela não decide o que a sua empresa deveria estar fazendo enquanto você constrói.

Eu montei essa régua depois de duas semanas ajustando um agente pra fazer o trabalho de uma lista de tarefas. O que me irritou foi ter escolhido o caminho difícil porque ele soava melhor na reunião.

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prompt pronto

A Lista do Não

As cinco linhas que eu escrevo antes de conectar qualquer ferramenta na IA, e o prompt que levanta os limites de uma que eu nunca usei.

Você conectou. E depois?

Quase todo mundo que liga a IA no e-mail, na agenda ou no financeiro escreve a mesma coisa: o que ela deve fazer. Poucos escrevem a outra metade, que é o que ela nunca faz sozinha.

Enquanto você não diz até onde ela vai, a decisão de até onde ir fica com ela.

Você não deu liberdade, você deu a caneta. Esta página tem duas coisas prontas pra usar hoje: a lista que eu escrevo aqui dentro, e o prompt que eu rodo quando a ferramenta é nova e eu ainda não sei o que ela consegue quebrar.

A conta que eu já paguei

Eu pedi pra ela organizar uma pasta de arquivos, e recebi exatamente isso: uma pasta organizada. O problema é que o que ela entendeu por organizar não era o que eu entendia, e eu passei a tarde procurando um arquivo que eu mesmo tinha mandado mover.

Foi barato: custou uma tarde. Só que o mecanismo do erro caro é o mesmo do erro barato: eu tinha dito o que fazer e não tinha dito o que não fazer. Da próxima vez o objeto podia ser um e-mail com um preço de tabela que eu já não pratico, indo pra um cliente antigo. Aí não tem desfazer, e você escolhe entre honrar o preço errado ou desdizer o que saiu com o seu nome.

A lista abaixo nasceu dessa tarde.

A minha lista do não, em cinco linhas

Cada uma vale pra qualquer ferramenta que eu conecte, e nenhuma delas depende de a IA ser boa ou ruim.

1
Ela rascunha, quem envia sou eu. Vale pra e-mail, mensagem, resposta de cliente e proposta. Ela pode escrever inteiro, pode escrever melhor do que eu, pode deixar pronto. O botão de enviar é meu.
2
Ela nunca apaga nada. Nem e-mail, nem arquivo, nem linha de planilha. Ela pode marcar, separar e sugerir o que deletar. Deletar quem faz é gente, porque apagar é a única operação que não tem volta.
3
Ela nunca decide preço. Pode montar a proposta, pode calcular, pode comparar com o histórico. O número final é decisão de dono, e preço é percepção: quem define percepção da minha empresa sou eu.
4
Ela nunca cuida de relação humana complicada. Cliente irritado, sócio em desacordo, pessoa do time em conversa difícil. Ela me ajuda a preparar a conversa. Ela não tem a conversa.
5
Ela nunca publica nada com o meu nome sem eu ler. Post, comentário, resposta pública. O que sai assinado passa pelos meus olhos, sempre.

Essas cinco têm uma coisa em comum: nenhuma proíbe a IA de trabalhar, todas proíbem ela de fechar. É trabalho liberado com assinatura reservada.

Como a lista vira regra que ela lê

Uma lista que fica no seu caderno não vale nada, porque a IA não lê o seu caderno. Ela precisa estar escrita onde a ferramenta enxerga. Copia este bloco pro começo do seu projeto, do seu assistente ou da sua conversa fixa:

Antes de qualquer tarefa, leia e siga estas regras. Elas valem pra todas as ferramentas que eu conectar aqui e não são negociáveis dentro de uma conversa. O QUE VOCÊ NUNCA FAZ SEM MIM: 1. Enviar e-mail, mensagem ou proposta. Você rascunha, eu envio. 2. Apagar qualquer coisa (e-mail, arquivo, linha de planilha). Você pode marcar, separar e sugerir o que deletar. Apagar é comigo. 3. Definir preço, desconto ou condição de pagamento. Você calcula e compara. O número final é meu. 4. Escrever direto pra pessoa em conversa difícil (cliente irritado, sócio em desacordo, conversa dura com o time). Você me ajuda a preparar. Você não conduz. 5. Publicar qualquer coisa assinada com o meu nome sem eu ler antes. [acrescente aqui as suas, se tiver] COMO VOCÊ SE COMPORTA NA DÚVIDA: - Se a tarefa que eu pedir esbarrar em alguma dessas cinco, execute tudo que dá até o limite, pare ali e me mostre o que ficou pronto esperando a minha decisão. Não peça permissão no meio, faça o trabalho e trave no fim. - Se eu insistir dentro da conversa, me lembre da regra em vez de obedecer. Só vale se eu editar esta lista. Salve estas regras como instrução permanente deste espaço de trabalho e releia no início de cada sessão.

Guarda esse texto num arquivo seu: você vai colar ele em toda ferramenta nova.

E uma nota de uso: as cinco de cima são as minhas. Se você tem uma operação com nota fiscal, contrato ou dado de paciente, você tem uma sexta e uma sétima, e elas são mais importantes que as minhas.

Quando a regra não pode depender de a IA obedecer

A lista escrita funciona na maior parte das vezes. Só que a IA pode perder a regra numa conversa longa, entender a regra de outro jeito ou seguir uma instrução que apareceu no meio do caminho. Pra linha que custa caro se falhar uma vez só, a trava tem que estar no acesso que a IA recebe, porque o que ela não consegue fazer ela não faz por engano.

Das cinco linhas, três viram trava de acesso:

1
Ela rascunha, quem envia sou eu. Na tela em que a ferramenta pede permissão, aparece a lista do que a IA vai poder fazer: ler, rascunhar, enviar, apagar. Libera ler e rascunhar. Se a ferramenta não deixa separar, eu não conecto essa ferramenta ainda.
2
Ela nunca apaga nada. Planilha e pasta de arquivos eu compartilho com a IA só pra ver ou comentar, e quem só pode ver uma planilha não consegue apagar nenhuma linha dela.
5
Ela nunca publica com o meu nome. A IA não entra na conta que publica. Ela entrega o texto, e quem cola e aperta o botão sou eu.

As linhas 3 e 4 continuam na regra escrita, porque preço e conversa difícil são julgamento, e julgamento não tem botão de permissão.

Uma pasta por trabalho

Dá vontade de conectar tudo de uma vez, porque a ferramenta deixa. Se o trabalho da IA é responder cliente no WhatsApp, ela recebe a pasta com as respostas que você já deu e a sua política de atendimento, e fica sem o seu e-mail, sem a sua planilha de faturamento e sem o seu Drive inteiro. O que você não deu, ela não tem.

E tem o que nunca entra na pasta: senha, dado bancário, contrato de sócio e dado de cliente que você não tem autorização pra usar. Nada disso entra na pasta da IA, nem "só pra ela entender o contexto". A pergunta que decide é a mesma da régua de baixo: se esse dado vazar, dá pra desfazer até o fim do dia?

O prompt pra ferramenta que você nunca usou

As cinco regras eu sei de cor porque e-mail eu uso todo dia e sei o que quebra. Quando chega uma ferramenta que eu nunca usei, o problema muda de lugar: eu não sei nem o que perguntar.

Então eu faço o contrário. Antes de conectar, eu peço pra própria IA me listar o que aquela ferramenta consegue fazer sem volta. Ela conhece aquele sistema melhor do que eu no primeiro dia.

Eu vou conectar você a uma ferramenta nova e quero escrever os limites antes de ligar, não depois. A FERRAMENTA: [nome da ferramenta e o que ela faz] O QUE EU PRETENDO QUE VOCÊ FAÇA NELA: [em duas ou três linhas] O MEU NEGÓCIO: [o que você vende, tamanho do time, o que estaria exposto se algo saísse errado ali dentro] Me devolva quatro blocos: 1. SEM VOLTA: tudo que essa ferramenta permite fazer que não tem desfazer (envio, exclusão, cobrança, alteração de permissão, mudança visível pra terceiros). Liste o pior caso concreto de cada item, não o risco em tese. 2. PARECE SEGURO E NÃO É: as ações que parecem inofensivas nessa ferramenta e podem virar problema (mover em massa, renomear, sincronizar, arquivar, sobrescrever). Explique por quê. 3. O QUE EU DEVERIA ESCREVER: uma lista pronta de 5 a 8 regras de "você nunca faz isso sem mim", escritas nas minhas palavras, já no formato de instrução pra colar. Ordene da mais cara pra mais barata se for descumprida. 4. O QUE PODE SOLTAR: o que dessa ferramenta é seguro deixar você fazer sozinho desde o primeiro dia, pra eu não travar o que não precisa de trava. Depois dos quatro blocos, me faça no máximo 2 perguntas sobre o meu negócio que mudariam a sua resposta.

Leva dois minutos e você faz uma vez por ferramenta, não toda vez.

O bloco 4 é o que impede a lista de virar burocracia: soltar o que é seguro é tão importante quanto travar o que não é.

A régua de quando parar

Uma conta de padaria resolve, daquelas grosseiras que você faz de cabeça e já dão pra decidir. A pergunta é uma só: se essa ação sair errada, dá pra desfazer até o fim do dia?

Se dá, solta; se não dá, ela rascunha e você fecha.

O que a lista não resolve

Ela protege o que sai; não melhora o que entra.

A IA vai continuar respondendo bem sobre o mundo e mal sobre a sua empresa, porque ela sabe do mercado e não sabe do seu número, do seu cliente e do que já deu errado aí dentro. Contexto ruim é resultado ruim, e limite também é contexto: você acabou de escrever a primeira metade.

Quanto do que a sua empresa sabe está escrito em algum lugar que a IA consegue ler, e quanto está só na sua cabeça?

antes de fechar

Agora você tem a lista, e ela protege a ferramenta sem decidir nada por você.

Eu escrevi a minha depois de passar uma tarde procurando um arquivo que eu mesmo mandei mover. A tarde perdida foi o de menos; o que me incomodou foi perceber quanta coisa aqui dentro roda sem ninguém ter combinado nada.

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passo a passo

As Cinco Linhas

As cinco linhas que eu escrevi pra poder deixar a IA com mais autonomia, e a ordem do que soltar primeiro.

O motoboy de contexto da minha própria operação

Eu trabalhei mais depois da IA do que antes. Cheguei a ter uns 50 contextos abertos ao mesmo tempo e virei o motoboy de contexto da minha própria operação, o cara que passa o dia levando informação de uma janela pra outra. Ferramenta eu tinha de sobra. Escrito, eu não tinha nada.

O que me tirou disso foram cinco linhas, e elas estão inteiras aqui embaixo, com o bloco pronto pra colar e a ordem do que soltar primeiro.

O cara que acorda com o trabalho pronto

Um consultor de relações públicas de 43 anos, que nunca escreveu uma linha de código, montou em 36 horas um sistema que toca o dia dele. Seis da manhã, ele dormindo, duas automações rodam. A primeira pega a agenda, checa no Maps quanto tempo ele leva pra chegar em cada lugar e monta o dia em cima disso. A segunda varre a caixa de entrada, separa o que virou tarefa e ordena por prazo. Nenhuma das duas pediu autorização pra nada. Só organizaram.

Aí ele acorda e aperta um botão. O Claude puxa a agenda e as transcrições das reuniões e classifica tudo em quatro categorias. Ele olha, fala "vai", e seis agentes disparam ao mesmo tempo: um escreve e-mail, um marca reunião, um pesquisa.

Repara onde fica ele nessa história. Entre a classificação e o "vai". E a regra que ele não quebra é a mesma primeira linha da minha lista: a IA nunca envia o e-mail, ela rascunha e ele revisa. A lista que ele sentou pra escrever foi a lista do não.

As cinco linhas, uma a uma

Escrever o que ela nunca faz é a mesma cordinha que você usa com gente do time: vai bem, você solta; pisa fora da linha, você puxa. Com a IA muda uma coisa só, e é a que importa aqui: a linha precisa estar escrita, porque ela não olha pra sua cara pra saber que passou do ponto.

1
Ela rascunha, quem envia sou eu. Com essa linha escrita, ela pode redigir todos os e-mails do dia, resposta de cliente, proposta inteira. Fica tudo pronto me esperando, e a minha parte encolhe pra ler e apertar enviar.
2
Ela nunca apaga nada. Então ela pode mexer à vontade: mover, renomear, organizar, marcar o que parece lixo. Se ela errar, tem volta, porque a única operação sem volta continua comigo.
3
Ela nunca decide preço. Ela monta a proposta, calcula, compara com o que eu já cobrei. O número final é decisão de dono, e preço é percepção: quem define a percepção da minha empresa sou eu.
4
Ela nunca cuida de relação humana complicada. Cliente irritado, sócio em desacordo, conversa dura com alguém do time. Ela me prepara pra conversa com tudo que eu preciso na mão. A conversa é minha.
5
Ela nunca publica nada com o meu nome sem eu ler. Ela pode deixar o post pronto, a resposta pronta, o texto no ponto. O que sai assinado passa pelos meus olhos, sempre.

E eu já sei o que você está pensando. "Ah, Lucas, mas as minhas não são essas." Beleza. Copia, corta o que não é seu e escreve as que faltaram. Uma conta de padaria resolve cada linha (conta de padaria é a estimativa grosseira, boa o suficiente pra decidir): se essa ação sair errada, dá pra desfazer até o fim do dia? Se dá, solta. Se não dá, vira linha.

São dois minutos, e é escrever as suas que faz você lembrar da lista quando a ferramenta nova chegar.

Onde a lista precisa estar escrita

No seu caderno ela não vale nada, porque a IA não lê o seu caderno. Ela vale escrita onde a ferramenta enxerga: no começo do projeto, nas instruções do assistente ou na conversa fixa que você usa todo dia. Copia o bloco:

Antes de qualquer tarefa, leia e siga estas regras. Elas valem pra todas as ferramentas que eu conectar aqui e não são negociáveis dentro de uma conversa. O QUE VOCÊ NUNCA FAZ SEM MIM: 1. Enviar e-mail, mensagem ou proposta. Você rascunha, eu envio. 2. Apagar qualquer coisa (e-mail, arquivo, linha de planilha). Você pode marcar, separar e sugerir o que deletar. Apagar é comigo. 3. Definir preço, desconto ou condição de pagamento. Você calcula e compara. O número final é meu. 4. Escrever direto pra pessoa em conversa difícil (cliente irritado, sócio em desacordo, conversa dura com o time). Você me ajuda a preparar. Você não conduz. 5. Publicar qualquer coisa assinada com o meu nome sem eu ler antes. [acrescente aqui as suas, se tiver] COMO VOCÊ SE COMPORTA NA DÚVIDA: - Se a tarefa que eu pedir esbarrar em alguma dessas cinco, execute tudo que dá até o limite, pare ali e me mostre o que ficou pronto esperando a minha decisão. Não peça permissão no meio, faça o trabalho e trave no fim. - Se eu insistir dentro da conversa, me lembre da regra em vez de obedecer. Só vale se eu editar esta lista. Salve estas regras como instrução permanente deste espaço de trabalho e releia no início de cada sessão.

Cola onde a ferramenta lê, não no seu bloco de notas.

Repara no segundo bloco, que é o que resolve o que mais irrita no dia a dia: a IA parando no meio de tudo pra pedir permissão. Com ele escrito, ela faz o trabalho inteiro e trava no fim, com o que ficou pronto esperando você.

Por onde começar a soltar

Com a lista colada, a pergunta muda. O que dá pra deixar rodando sem você? A ordem é do que não quebra nada pro que fecha:

1
O que só organiza. Agenda, caixa de entrada, arquivos, lista de tarefas. Solta primeiro, porque organizar não quebra nada: se sair diferente do que você faria, você reordena e acabou. Foi por aí que o consultor começou, com as duas automações das seis da manhã.
2
O que produz rascunho. E-mail, proposta, post, resumo de reunião. Também roda sem você, com uma diferença: o resultado para na sua mesa em vez de sair pro mundo. É trabalho pronto te esperando, e é aqui que o dia encolhe de verdade.
3
O que fecha. Enviar, apagar, decidir preço, publicar, conversar com gente. Isso não se solta nunca, porque é a sua lista.

Se você for testar uma coisa essa semana, testa a primeira: bota alguma coisa que só organiza pra rodar sozinha.

O prompt pra ferramenta que você nunca usou

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Leva dois minutos e você faz uma vez por ferramenta, não toda vez.

O bloco 4 é o que impede a lista de virar burocracia: soltar o que é seguro é tão importante quanto travar o que não é.

A economia é a menor parte

O sistema inteiro do consultor custa a assinatura da ferramenta: 100 dólares por mês, no lugar dos mil que a assistente dele custava. Quem olha isso e vê economia de assistente está vendo a menor parte.

O que ele montou foi um Funcionário do Mês: uma IA que carrega responsabilidade de verdade porque tem uma lista clara do que não encosta. Com gente a gente já sabe disso faz tempo, e a responsabilidade se entrega junto com o limite do cargo. Ninguém contrata um financeiro e fala "faz o que achar melhor com o dinheiro da empresa".

E vale dizer o que as cinco linhas não resolvem. Elas dizem onde a IA para, não dizem o que ela começa: com a lista escrita, ela trabalha bem em tudo que você pedir, e continua esperando você pedir. As duas automações que rodam às seis da manhã, com o consultor dormindo, só puderam ser ligadas porque ele escreveu antes o que elas nunca fazem. Fica a pergunta de quanto do seu dia ainda depende de você lembrar de pedir.

A IA te devolve tempo no dia em que você senta e decide o que ela não faz.

antes de fechar

Escreve as suas antes de conectar a próxima ferramenta. Essa parte ninguém faz por você.

Eu levei tempo demais pra sentar e escrever as minhas. Nesse tempo eu tinha ferramenta ligada em tudo quanto é canto e nenhuma decisão tomada sobre nenhuma delas. A conta não chegou como um erro grande, chegou como dia cheio, que é o jeito mais caro de pagar por qualquer coisa.

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passo a passo

As 5 Skills

As cinco que eu tenho instaladas, o que cada uma faz e o link de onde pegar.

O critério desta lista

Skill é um arquivo que você instala no Claude. Dentro dele vão o método, os passos e as ferramentas de um trabalho específico, e é por isso que ela executa do mesmo jeito toda vez, coisa que um prompt reescrito de memória não consegue.

Esta página tem só cinco porque o filtro foi simples: estão instaladas na minha máquina e continuam em uso. Ao lado de cada uma deixei o link de onde pegar e o primeiro pedido que eu faria.

Onde as skills moram

Todas são públicas e gratuitas, hospedadas no GitHub, e o caminho de instalação muda de uma pra outra. Três delas têm comando próprio, que eu deixei escrito junto de cada uma aqui embaixo. As outras duas você baixa e coloca na pasta onde o Claude procura as skills: no Claude Code, a pasta é ~/.claude/skills/, uma pasta por skill; no Claude para computador e no site, a skill entra pelas configurações, na parte de capacidades.

Quando a skill vier com uma pasta de apoio ao lado do arquivo, leva a pasta inteira. Só o SKILL.md já funciona, mas a skill trabalha pela metade, porque as referências dela ficaram pra trás.

Uma trava antes de sair instalando: uma skill de terceiro executa passos dentro das suas ferramentas. Lê o arquivo SKILL.md antes, que é onde as regras dela estão escritas, e testa a primeira rodada em um material que não é crítico. Se a sua Lista do Não já estiver escrita, ela vale aqui inteira.

Skill 1

Humanizer

Revisa o texto atrás dos cacoetes de escrita de IA, 32 padrões mapeados na versão que eu uso, e reescreve. Não acrescenta fato, número nem citação: mexe no jeito de dizer, não no que você disse.

Instalar: github.com/blader/humanizer. O SKILL.md está na raiz do repositório. Se preferir não baixar nada, um comando resolve: npx skills add blader/humanizer --global

O primeiro pedido que eu faria:

Passe o humanizer neste texto, com duas regras minhas por cima das dele: 1. Não adicione fato, número nem citação que não estejam no original. 2. Preserve o meu jeito de escrever. O objetivo é tirar o sotaque de IA, nunca a minha voz. O TEXTO: [cole aqui] No final, me mostre a lista do que você trocou e por quê.

O que sai: o mesmo texto, sem cara de IA.

Skill 2

Frontend Design

A skill da própria Anthropic que obriga o Claude a tomar decisão de design, tipografia, cor, hierarquia, em vez de entregar a interface genérica de sempre. A página, o painel e a ferramenta interna saem com cara de produto.

Instalar: github.com/anthropics/skills · frontend-design. O link já abre na pasta certa, dentro de um repositório que tem várias: o SKILL.md que você quer é o que está ali.

Usando a skill de frontend design, monte [a página ou o painel]. O QUE É: [o que a tela faz, e pra quem] Quero decisão de design de verdade: uma direção tipográfica escolhida, uma paleta com intenção e hierarquia clara do que importa. Me mostre rodando e me pergunte o que mudar.

O que sai: uma tela com decisão, em vez de mais uma tela genérica.

Skill 3

Remotion

A skill oficial da Remotion, a ferramenta que faz vídeo em código. Você descreve o vídeo e o Claude escreve, anima, legenda e renderiza o arquivo final, sem ninguém abrir o editor.

Instalar: github.com/remotion-dev/skills · pasta skills. Abrindo esse link você vê doze pastas, porque a Remotion separou o trabalho em partes (criar, legendar, renderizar). Um comando instala o conjunto: npx skills add remotion-dev/skills

Usando a skill do Remotion, monte um vídeo de [duração] pra [onde ele vai rodar]. O QUE ELE MOSTRA: [a cena, o texto na tela, o que anima] Legenda queimada no vídeo, animação sóbria, sem efeito sobrando. Renderize e me entregue o arquivo pronto pra subir.

O que sai: o vídeo renderizado, sem editor no caminho.

Skill 4

GSD (Get Shit Done)

Um sistema de trabalho pro Claude Code: discute o que você quer, transforma em especificação, executa cada fase num contexto limpo e verifica no final. É o que segura um projeto grande sem a IA se perder no meio do caminho. O projeto nasceu em outro repositório, que hoje está sem manutenção; quem toca o trabalho agora é a comunidade, no Open GSD, e é pra lá que eu aponto.

Instalar: github.com/open-gsd/gsd-core. Nesse aqui você não vai achar um arquivo de skill pra baixar: a GSD chega como um conjunto de comandos, e quem põe tudo no lugar é o instalador abaixo.

npx @opengsd/gsd-core@latest # depois, dentro do Claude Code: /gsd-help

Ela guia dali em diante: você descreve o projeto, ela devolve o plano por fases e executa fase a fase, cada uma com o contexto zerado.

O que sai: o projeto inteiro andando por fases, com o contexto sempre limpo.

Skill 5

One skill to rule them all

A meta-skill da lista: observa a sessão de trabalho, captura as correções que você faz e as decisões que você toma, e transforma isso em melhoria escrita nas suas outras skills, inclusive nela mesma.

Instalar: github.com/rebelytics/one-skill-to-rule-them-all. O SKILL.md está na raiz, com a pasta references/ ao lado. Essa é a que pede a pasta inteira: leva as duas coisas juntas.

Ative a one-skill-to-rule-them-all nesta sessão e trabalhe comigo normalmente. No fim da sessão, me mostre: 1. Que correções eu repeti. 2. Que decisões eu tomei que valem virar regra. 3. Que melhoria você propõe salvar, e em qual skill. Nada se salva sem eu aprovar.

O que sai: as suas skills melhorando enquanto você trabalha.

Por onde começar

Uma por vez, começando pelo problema desta semana: o texto saindo com cara de IA é a Humanizer, a tela feia é a Frontend Design, o vídeo parado esperando o editor é a Remotion, o projeto que a IA larga no meio é a GSD.

A quinta instala junto com qualquer uma das outras, porque o trabalho dela é melhorar as demais enquanto você usa.

antes de fechar

Nenhuma dessas cinco conhece a sua empresa no dia em que você instala. Elas ficam boas do mesmo jeito que um funcionário fica: usando, corrigindo e escrevendo o que aprendeu.

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passo a passo

O Plano

O método em quatro passos que faz a IA pensar antes de executar, escrito pra quem não programa.

Um teste de um minuto

Pega uma tarefa grande que você ia pedir hoje. Abre o Claude e pede do jeito que você pediria, sem pensar muito.

Ele quase sempre começa a produzir já na primeira resposta, antes de saber pra quem é aquilo, o que já foi tentado antes e o que você considera um bom resultado.

Uma decisão errada no começo contamina tudo que vem depois.

O caminho contrário tem quatro passos, e cada um deles é um prompt pra colar na conversa que você já usa.

De onde veio

Esse método não é meu. Ele está dentro de uma skill chamada Superpowers, do Jesse Vincent, que é gratuita e instala essa sequência no Claude Code: pensar, planejar, executar e revisar.

Só que a Superpowers foi escrita pra trabalho de software, e fala de teste, versão e revisão de código. O que está aqui é a mesma ordem, traduzida pro trabalho que a sua empresa faz todo dia.

Passo 1

Deixa ela te entrevistar

Em vez de explicar tudo de uma vez, você deixa a IA perguntar. Ela pergunta melhor do que você explica, porque ela sabe o que está faltando pra ela.

Antes de você começar qualquer coisa, eu quero que você me entreviste. O QUE EU PRECISO: [descreva em duas ou três linhas, do jeito que sair] Me faça uma pergunta por vez, e só a próxima depois que eu responder. Pergunte sobre: pra quem é isso, o que já foi tentado antes, o que eu considero um bom resultado, o que não pode aparecer de jeito nenhum, e qual é o prazo. Quando você achar que já tem o suficiente, pare de perguntar e me diga o que entendeu, em uma lista curta. Não comece a produzir ainda.

Sem a última linha, ela ouve as suas respostas e já emenda na entrega, no mesmo fôlego.

Passo 2

Ela escreve o plano, você aprova

Com a entrevista feita, o plano sai em uma resposta. Você lê, corta o que não quer e libera. É o único momento em que você precisa estar inteiro na conversa.

Agora escreva o plano, antes de executar. O plano precisa ter: 1. O objetivo, em uma frase. 2. As partes do trabalho, na ordem em que você vai fazer, cada uma com o que entra e o que sai. 3. As decisões que você tomou por conta própria, e por quê. 4. O que você ainda não sabe e que pode mudar o resultado. Me mostre o plano e espere a minha aprovação. Se eu mudar alguma coisa, reescreva o plano inteiro em vez de remendar.

O item 4 é onde costuma aparecer a pergunta que eu deveria ter respondido antes de pedir.

Passo 3

Uma parte de cada vez

Com o plano aprovado, o trabalho sai por partes, e cada uma passa por conferência antes da próxima começar.

Execute o plano aprovado, uma parte por vez. Depois de cada parte: 1. Me mostre o que ficou pronto. 2. Diga o que dessa parte você não tem certeza. 3. Espere eu dizer "segue" antes de ir pra próxima. Se alguma parte não der certo, pare e me diga onde travou, em vez de continuar por cima do problema.

Parece mais lento, e é mais lento na primeira parte. Da segunda em diante, você para de reler tudo procurando onde a coisa saiu do trilho.

Passo 4

A revisão em dois estágios

No fim, a IA revisa duas vezes, por dois critérios diferentes: primeiro se ela fez o que foi pedido, depois se o que ela fez está bom.

Antes de me entregar, revise em dois estágios. ESTÁGIO 1, o combinado: volte ao plano aprovado e confira, item por item, se o que você fez é o que estava lá. Aponte o que ficou de fora e o que você fez a mais sem eu ter pedido. ESTÁGIO 2, a qualidade: agora esqueça o plano e olhe o resultado sozinho. Onde ele está fraco? O que você refaria se tivesse mais uma rodada? Me entregue as duas listas antes do resultado final.

O estágio 2 é o que pega o trabalho que cumpre o combinado e mesmo assim está ruim. E ela é boa nisso, desde que você separe as duas perguntas.

A ordem inteira, de uma vez

Entrevista, plano aprovado, execução em partes, revisão em dois estágios. Quatro passos, quatro prompts, e nenhum deles pede instalação.

Em vez de uma IA mais inteligente, uma IA que segue processo.

E eu já sei o que você está pensando, porque eu pensei a mesma coisa: "isso não é trabalho demais pra pedir uma coisa simples?" É. Pra pedir uma legenda, não use nada disso. Isso aqui é pra tarefa que ia ocupar a sua tarde, e que hoje volta errada no fim dela.

O que isso não resolve

O método arruma a ordem do trabalho, e a ordem não sabe nada sobre a sua empresa. Se a IA não conhece os seus números, os seus clientes e o que já deu errado aí dentro, ela vai planejar bem em cima de contexto pobre.

Por isso o passo 1 vale mais que os outros três: é a única parte em que a informação entra. Se você responder a entrevista com pressa, o plano sai bonito e vazio.

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O Teste

As quatro perguntas que eu faço antes de aprovar um roteiro, com os prompts que rodam o teste e consertam o que voltou.

Aprovar no "parece bom" é caro

A IA escreve em segundos, e o texto sai fluido. Fluido é o suficiente pra você ler, achar razoável e mandar gravar.

Aí o vídeo sai, não acontece nada, e você não sabe dizer o que estava errado. Sem régua, a conversa vira gosto: você acha que faltou alguma coisa, quem escreveu acha que ficou bom, e ninguém consegue apontar onde.

São quatro perguntas. Se falhar em uma, o roteiro volta.

Antes do teste

A parte que ninguém faz por você

O teste reprova menos quando a primeira versão já nasce perto do que você gravaria. E isso se decide antes de a IA escrever uma linha: você diz sobre o que é o vídeo, pra quem ele é e qual problema ele resolve, e entrega pra IA o que você já sabe sobre os seus roteiros.

Antes de escrever qualquer roteiro, leia o que eu estou te dando e só depois comece. O VÍDEO: [sobre o que é, pra quem é e qual problema ele resolve, em três linhas] OS QUE DERAM CERTO: [cole dois ou três roteiros seus que você gravou e que funcionaram] OS QUE MORRERAM: [cole um ou dois roteiros que não funcionaram, e diga em uma linha o motivo, se souber] AS PALAVRAS QUE EU NÃO USO: [a sua lista] Use os roteiros que deram certo como modelo de formato e de ritmo, sem copiar frase deles. Escreva a primeira versão inteira. Depois eu vou fazer quatro perguntas em cima dessa versão antes de aprovar, e a primeira é se a frase de abertura prende sozinha.

Um roteiro seu, colado na conversa, ensina mais do que qualquer descrição de como você escreve.

Teste 1

Prende nos primeiros três segundos?

Lê só a primeira frase, em voz alta, e para. Se ela funciona sozinha, passou.

O que reprova: abrir contextualizando ("hoje em dia todo mundo fala de IA"), anunciar o que vem ("hoje eu vou te mostrar três coisas") ou começar pela sua credencial. Os três gastam o único segundo que você tinha.

O conserto: a primeira frase precisa abrir uma lacuna, e a mais barata é o número que dói ou a imagem estranha. Se a informação mais forte do roteiro está na linha 4, ela sobe pra linha 1.

Teste 2

Desenvolve uma ideia até o fim?

Escreve numa linha qual é a ideia do roteiro. Se você precisar de duas linhas, ele tem duas ideias, e nenhuma vai chegar inteira.

O que reprova: três assuntos pela metade, ou o roteiro que começa falando de uma coisa e termina em outra sem ninguém perceber a virada.

O conserto: escolhe uma e joga o resto num arquivo de pautas. O que sobrou vira o próximo roteiro, e você acabou de ganhar dois vídeos em vez de um ruim.

Teste 3

Tem alguma coisa concreta sustentando?

Procura no texto um número, um caso com nome, um print ou uma cena que aconteceu. Se não achar nenhum dos quatro, o roteiro é opinião com voz firme.

O que reprova: "isso funciona muito bem", "os resultados são impressionantes", "todo mundo que aplica sente a diferença". São frases que passam batido na leitura e não sustentam nada.

O conserto: troca o adjetivo pelo dado. Se o dado não existe, conta o caso: o que você tentou, o que deu errado e o que mudou depois. História própria sustenta tão bem quanto um número, e ninguém copia a sua.

Teste 4

Termina com uma ação só?

Lê o fim e conta quantas coisas estão sendo pedidas. Mais de uma, reprova.

O que reprova: "curte, comenta, salva e me segue" no mesmo fecho. Quem recebe quatro pedidos costuma não fazer nenhum.

O conserto: decide o que aquele vídeo precisa gerar antes de escrever o fim, e pede só isso. O resto você pede em outro vídeo.

O prompt que roda o teste

Os quatro testes você aplica lendo. Quando o volume aperta, a própria IA roda em cima do que ela escreveu:

Rode este teste no roteiro abaixo, antes de eu aprovar. O ROTEIRO: [cole aqui] São quatro perguntas. Responda cada uma com PASSA ou VOLTA, e explique em uma linha: 1. GANCHO: a primeira frase prende sozinha, sem contexto e sem anúncio do que vem? 2. VALOR: o roteiro desenvolve uma ideia só, do começo ao fim? 3. PROVA: existe número, caso, print ou cena concreta sustentando o argumento? 4. PEDIDO: o fim pede uma ação só? Se alguma voltar, aponte a linha exata que causou a reprovação. Não reescreva nada ainda. Seja duro. Um roteiro aprovado por engano me custa uma semana de produção.

Sem a última linha, ela aprova o próprio trabalho, porque puxa pro elogio quando não tem critério.

E o conserto, um de cada vez

Com as reprovações na mão, você conserta uma por vez, sem deixar ela reescrever o roteiro inteiro:

Conserta só o item que voltou, e só ele. O QUE VOLTOU: [cole a reprovação, com a linha apontada] Me devolva três versões daquele pedaço, diferentes entre si, e diga qual você defenderia e por quê. O resto do roteiro fica como está.

Reescrever o roteiro inteiro por causa de um gancho fraco joga fora o que já estava bom.

O que o teste não faz

Ele mede a construção do roteiro, e não o assunto. Um roteiro pode passar nos quatro e ainda assim falar de uma coisa que não interessa pra quem você quer atrair.

Essa parte continua com você: a escrita pode sair da sua mesa, o julgamento editorial não.

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A Trilha

Os seis vídeos por onde eu começaria em IA hoje, na ordem de assistir e com o que tirar de cada um.

Escolhe a função antes de apertar o play

Esses seis vídeos são por onde eu começaria se fosse aprender IA do zero hoje, e você pode assistir os seis neste fim de semana e voltar na segunda exatamente onde estava. O problema é assistir, assistir, assistir, e na segunda-feira a mesma tarefa continuar voltando pra sua mesa.

Os seis vídeos são de graça; a tarde que você vai gastar com eles, não.

Por isso a trilha tem uma regra antes do primeiro play: escolhe uma função da sua empresa, uma só, e assiste os seis com ela na cabeça. Não escolhe a mais importante; a mais importante costuma ser a mais cheia de exceção, a mais política e a que mais dói se sair errada. Escolhe a que volta toda semana, que tem jeito certo de fazer, e que você bate o olho na entrega e sabe em segundos se está boa.

Com uma função na cabeça, cada vídeo vira uma pergunta sobre a sua operação. Sem ela, os seis viram opinião interessante de gente inteligente, e opinião interessante não segura uma semana.

Por que nessa ordem

A ordem é a mesma que eu uso pra pensar autonomia de IA: primeiro o que você traz pra conversa, depois o processo em volta dela, depois o seu material dentro dela, e por último a empresa inteira rodando assim. Não é a ordem de importância; é a ordem em que as ideias empilham sem faltar chão.

Os seis são em inglês, e a legenda automática do YouTube dá conta. Nenhum deles pede que você escreva uma linha de código.

Vídeo 1 de 6

Ethan Mollick · a vantagem está em você

Ele é professor de Wharton, e o vídeo é uma conversa com o Simon Sinek chamada The AI Skills Nobody is Teaching (And Everyone Needs). A tese que interessa aqui é que gente nova não é nativa de IA coisa nenhuma: quem tem experiência na função é quem consegue olhar uma entrega e dizer se ela presta. Abre a trilha porque mexe na parte mais barata de mexer, que é o que você traz pra conversa.

assistirThe AI Skills Nobody is Teaching
Vídeo 2 de 6

Andrew Ng · o ganho não está no modelo

Gravado no palco da Sequoia Capital, no AI Ascent de 2024, com o nome What’s next for AI agentic workflows. Ele mostra quatro padrões de fluxo, que são reflexão, uso de ferramenta, planejamento e vários agentes conversando entre si, e mostra um número que encerra a discussão de qual IA é a melhor. No teste de código HumanEval, o GPT-3.5 sozinho acertava 48,1% e o GPT-4 sozinho acertava 67,0%; o mesmo GPT-3.5, colocado dentro de um fluxo desses, chegou a 95,1%. O modelo velho com processo passou o modelo novo sem processo.

assistirWhat’s next for AI agentic workflows
Vídeo 3 de 6

Simon Willison · o que faz um agente entregar

Chama Engineering practices that make coding agents work, é uma conversa do Pragmatic Summit, e é a mais técnica das seis, porque fala de código o tempo todo. Mesmo assim, ela está aqui pela prática que atravessa pro seu lado inteira: ele começa toda tarefa dizendo pro agente como testar o próprio trabalho, e só depois pede o trabalho. Um agente que consegue conferir o que fez corrige sozinho; um que não consegue entrega errado com a mesma cara de entrega certa.

assistirEngineering practices that make coding agents work
Vídeo 4 de 6

Garry Tan · tenha a sua inteligência

O presidente da Y Combinator, em 42 minutos de Startup School, num vídeo chamado Own Your Intelligence. A distinção dele: o modelo todo mundo aluga por vinte dólares, e ele fica mais barato a cada ano; o que é seu é o contexto, os seus e-mails, as suas notas, os seus procedimentos escritos em arquivo de texto simples. A régua que ele dá pra saber o que a IA consegue assumir: se um estagiário inteligente segue a instrução escrita, um agente roda.

assistirOwn Your Intelligence
Vídeo 5 de 6

Dan Shipper · a empresa rodando assim

É o Dispatch from the Future: building an AI-native Company, palestra sobre a Every, a empresa dele: 15 pessoas tocando seis unidades de negócio e quatro produtos. O mecanismo que sustenta isso ele chama de codificar: cada trabalho feito vira prompt e documento reaproveitável, e é por isso que a empresa anda mais rápido a cada mês em vez de só andar. Serve pra você ver por dentro o lugar onde essa trilha termina.

assistirDispatch from the Future: building an AI-native Company
Vídeo 6 de 6

Dan Shipper · o que acontece com o organograma

O mesmo cara, agora sobre previsão, em AI predictions: Job markets, Codex beats Claude, and the death of org charts. O argumento sobre o organograma: a hierarquia existe porque informação era escassa e precisava de camadas de gerência pra circular; quando um agente entrega a informação de qualquer área pra qualquer pessoa na hora, essas camadas perdem a função. E ele não é pessimista com gente: a aposta dele é que automação cria mais trabalho humano, só que outro trabalho. É o último da trilha porque é o único sobre o que vem depois, e futuro sem os cinco anteriores é só especulação boa de ouvir.

assistirAI predictions: the death of org charts

O que assistir não resolve

No fim dos seis você tem o mapa: o que a IA faz render, o que o processo muda, o que o seu material vale e como fica uma empresa montada assim. Mapa é matéria-prima boa, e ainda não é ninguém trabalhando no seu lugar.

A parte que falta não dá pra aprender assistindo, porque ela é de gestão: pegar aquela função que você escolheu antes do play, escrever como ela funciona, dar pra IA, cobrar a entrega, corrigir o que voltou torto e ir soltando a cordinha até ela parar de voltar pra sua mesa.

antes de fechar

Se essa semana só couber um dos seis, vê o do Andrew Ng. O número dele é o chão dos outros cinco: se processo faz um modelo velho passar um modelo novo, o resto da trilha é sobre montar esse processo na sua empresa.

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passo a passo

A Pasta

A estrutura das subpastas, os três arquivos preenchidos e os prompts que montam cada um.

Antes de tudo

O trabalho que sobrou pra você

Eu passei um bom tempo abrindo o Claude e explicando a mesma coisa. Quem é o cliente, o que a empresa faz, como eu escrevo, no que a gente está mexendo essa semana. Ele entregava, eu fechava a aba, e no dia seguinte eu explicava tudo de novo.

Isso tem nome. Motoboy de contexto é a pessoa que passa o dia carregando informação de um lado pro outro, e eu tinha virado o do meu próprio Claude.

Inteligência ela já tem. O que falta é autonomia.

Esta página é o caminho pra tirar esse cargo de você. Uma pasta, três arquivos dentro e os prompts que montam cada um. Dá pra fazer hoje, sem programar nada, e leva menos de uma hora.

Passo 1

A pasta, e você aponta pra ela uma vez só

Cria uma pasta no seu computador chamada Claude Cowork. Dentro dela, três subpastas:

1
About Me. Os três arquivos moram aqui, e esta é a única subpasta que o Claude lê sozinho, em toda sessão que abrir.
2
Outputs. O que ele entrega. Fica separado do que ele lê, senão em duas semanas ele está lendo o próprio trabalho como se fosse contexto.
3
Templates. Os moldes que ele reusa. Um e-mail que deu certo, a estrutura de proposta que você já usa, o formato do seu relatório.

Os nomes ficam em inglês, e não traduz: a leitura automática depende deles.

Abre o Cowork e aponta ele pra essa pasta. Isso você faz uma vez, e nunca mais.

Passo 2

sobre-mim.md, o arquivo que você não escreve

Você conhece o seu trabalho bem demais pra conseguir descrever ele. O que é óbvio pra você não entra no texto, e é justamente o óbvio que o Claude não tem. Por isso quem escreve este arquivo é ele, te entrevistando.

Você vai me entrevistar pra montar um arquivo chamado sobre-mim.md, que vai ficar na pasta About Me e que você vai ler no início de toda sessão. COMO FUNCIONA: me faça 20 perguntas, UMA DE CADA VEZ. Espere a minha resposta antes de fazer a próxima. Não me dê a lista toda de uma vez. O QUE AS PERGUNTAS PRECISAM COBRIR: o que eu vendo e pra quem; como o meu dia funciona de verdade; as tarefas que voltam pra minha mesa toda semana; o que faz uma entrega ficar boa e o que me faz devolver uma entrega; as decisões que só eu tomo; e o que você nunca deve fazer sem me perguntar antes. A REGRA QUE IMPORTA: quando a minha resposta for vaga, não passe pra próxima pergunta. Peça um exemplo concreto da semana passada. No fim, escreva o sobre-mim.md em primeira pessoa, com as minhas palavras e não com as suas. Me mostre antes de salvar.

Responde falando, não digitando. Digitando você resume, corta o exemplo e entrega a versão apresentável; falando você entrega o que não teria paciência de escrever, que é exatamente a parte que faz o arquivo servir.

Se você travou pra explicar o que faz uma entrega ficar boa, esse travamento é a resposta.

Passo 3

como-eu-escrevo.md, a lista de proibições

Em vez de uma lista de estilo, uma lista de proibição. A diferença é o que decide se funciona: "escreva de forma clara e natural" ele concorda e ignora, "nunca use travessão" ele cumpre. Instrução que não dá pra desobedecer por engano é a única que pega.

Você vai montar o arquivo como-eu-escrevo.md, que fica na pasta About Me e define como você escreve quando escreve por mim. OS MEUS TEXTOS: [cole de 5 a 10 coisas que você escreveu: e-mails, posts, mensagens longas de WhatsApp, qualquer coisa que saiu do seu teclado sem ninguém revisar depois] Me devolva o arquivo em duas partes. PARTE 1, O QUE EU FAÇO: tamanho médio de frase e de parágrafo, as palavras que eu repito, como eu abro e como eu fecho, e o que eu faço que a maioria não faz. Só o que aparece nos textos. Não invente característica que não está lá. PARTE 2, A LISTA DE PROIBIÇÕES: toda palavra, expressão e cacoete que você está proibido de usar comigo. Escreva como proibição direta, uma por linha, sem explicação e sem exemplo. Comece pelas que aparecem no SEU texto e não aparecem no meu. Depois me pergunte, uma de cada vez, se eu quero acrescentar mais alguma.

Acrescenta as suas na mão, e não tem problema começar com poucas. O meu tem 59 hoje, e começou com quatro: zero travessão; nada de "alavancar", "mindset" e "jornada"; nada de "espero que esteja tudo bem"; e nenhuma pergunta retórica respondida com uma palavra só.

Toda vez que você ler uma entrega dele e pensar "isso eu nunca escreveria", abre o arquivo e escreve a proibição. O arquivo cresce pelo uso, e é assim que ele fica bom.

Passo 4

a-empresa.md, o que impede trabalho que não muda número

Os dois primeiros arquivos ensinam quem você é e como você fala. Este decide no que ele trabalha, e sem ele você recebe coisa bem-feita a semana inteira sem que nada mude na empresa.

Monte o arquivo a-empresa.md, que fica na pasta About Me. Ele responde três coisas e nada mais. ONDE A EMPRESA ESTÁ: [receita, tamanho do time, os produtos no ar, de onde vem o dinheiro hoje. Número, não adjetivo] PRA ONDE ELA VAI: [o que precisa ser verdade daqui a seis meses] AS TRÊS PRIORIDADES DESTA SEMANA: [três, e só três] Escreva curto. Este arquivo vai ser lido antes de toda tarefa, então ele precisa caber numa tela. E vale uma regra permanente: toda vez que eu te pedir alguma coisa que não serve a nenhuma das três prioridades, me diga isso antes de começar a trabalhar.

Aquela última linha é a que mais me devolveu tempo. Ela transforma o arquivo de descrição em critério, e de vez em quando ele me responde que o que eu pedi não serve pra nada do que eu disse que era prioridade. Ele está certo quase sempre.

A manutenção do sistema inteiro são cinco minutos toda segunda, atualizando as três prioridades. O resto da semana ele trabalha apontado pra elas.

Passo 5

O prompt, e é um só

Com a pasta montada, para de caçar o prompt perfeito. Um formato resolve o resto:

"Eu quero [tarefa] pra que [resultado]. Lê a pasta About Me antes. Depois usa o AskUserQuestion antes de começar."

Duas partes fazem o trabalho aqui.

O "pra que" é o que separa tarefa de critério. "Escreve um e-mail pro cliente" ele executa e você revisa; "escreve um e-mail pro cliente pra que ele confirme a reunião de quinta sem eu precisar cobrar de novo" ele consegue julgar sozinho se acertou.

O AskUserQuestion é a ferramenta que faz ele te devolver opções clicáveis antes de produzir. Em vez de adivinhar o que você quis dizer e gastar a sua manhã, ele pergunta e você responde em dois cliques.

Passo 6

As duas sessões que abrem e fecham o dia

Aqui a pasta para de ser arquivo e vira rotina. Agenda duas sessões que rodam sozinhas, e é o quarto degrau da Escada da Autonomia: conversa, habilidade, contexto real, rotina.

Quero duas sessões agendadas, rodando sozinhas todo dia útil. Leia a pasta About Me antes de cada uma. SESSÃO DAS 7H, ABERTURA. Separe a caixa de entrada por urgência; escreva as respostas de rotina e deixe salvas para eu aprovar; prepare a agenda do dia com o que eu preciso saber antes de cada compromisso; e nomeie a prioridade número um de hoje, escolhida entre as três prioridades da semana. SESSÃO DAS 17H, FECHAMENTO. Escreva o que saiu hoje, o que ficou parado e o que muda amanhã. Salve como o arquivo de fechamento do dia. A LIGAÇÃO ENTRE AS DUAS: a sessão das 7h começa lendo o fechamento do dia anterior. O que ficou parado ontem entra na abertura de hoje. Não envie nada, não apague nada e não responda ninguém sem eu aprovar.

A última linha não é detalhe. Rotina que roda sozinha e manda mensagem em nome de alguém é o tipo de coisa que você só descobre que era má ideia depois que já foi.

O que muda

O dia começa antes de você sentar

O arquivo que ele fecha às 17h é o briefing que ele abre às 7h. O que ficou pendente na terça aparece na quarta sem você lembrar dele, e cada dia começa em cima do anterior.

Repara no que saiu do seu dia. Não foi a execução, que já era dele. Foi o carregamento: parar de explicar quem você é, o que a empresa faz e como você escreve, toda manhã, pra alguém que já devia saber.

Você tem uma empresa ou construiu um emprego muito sofisticado pra você mesmo?

Se a resposta te incomodou, o problema quase nunca é a ferramenta. É que o que a empresa sabe fazer continua morando na sua cabeça, e alguém tem que tirar isso de lá toda manhã. Esse alguém é você.

antes de fechar

A sua pasta está de pé e está vazia. Ela só responde sobre o que você colocar dentro dela.

Você montou ela porque cansou de ser o lugar por onde tudo tem que passar. Eu montei a minha pelo mesmo motivo, e continuo mexendo nela toda semana.

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O Mapa

Como dividir o trabalho entre as sessões do Claude e fazer uma avisar a outra sem você no meio.

O cargo que ninguém te deu

Você copiou de uma conversa e colou na outra hoje

Eu fazia isso o dia inteiro. Abria a sessão que tinha pesquisado o concorrente, lia o relatório, copiava o pedaço que importava e colava na sessão que estava escrevendo o roteiro, pra segunda entender o que a primeira já sabia, que é trabalho de entregador. E quem entregava era eu.

Enquanto você for o único lugar por onde a informação passa, você não delegou. Você virou o gargalo mais caro da sua empresa.

O Claude passou a deixar uma sessão mandar mensagem pra outra, e ela mesma escreve o resumo do que a outra precisa saber. Esta página é o mapa que eu montei pra decidir quem fala com quem aqui dentro, e ele leva uns quarenta minutos pra montar.

Passo 1

Escreve as sessões antes de abrir qualquer uma

O erro que eu cometi foi abrir sessão por curiosidade e depois tentar organizar, e sessão se decide antes disso, com uma pergunta só: quais trabalhos aqui dentro têm começo, meio e fim próprios? Só esses viram sessão.

Aqui são três, e não porque três é um número bonito: é o número de trabalhos que aqui dentro rodam sem depender um do outro. Nem um a mais.

A sessãoO trabalho delaO que ela precisa saber
VigiaToda segunda ela puxa o que os concorrentes publicaram no canal do YouTube e devolve o que se repete.Quem são os concorrentes e o que eu já considero batido.
CrivoRecebe roteiro pronto e reprova por quatro motivos, os mesmos que eu cobraria de um copywriter.Os quatro motivos, e o que mudou lá fora essa semana.
CasaEscreve o que sai daqui: legenda, e-mail, descrição.O que foi reprovado e por quê, pra não repetir.

Repara na terceira coluna, que é a que resolve o problema. Ela não descreve a sessão, ela descreve o que chega de fora, e é isso que decide se aquela sessão consegue trabalhar sem você no meio. Sem ela, você continua carteiro.

Passo 2

Desenha as setas, e elas são poucas

Cada seta é uma permissão: quem avisa quem, e em que situação. Duas ou três bastam. Se você desenhar todas as combinações possíveis, elas vão conversar o dia inteiro e você vai ter criado uma reunião permanente entre robôs.

1
Vigia avisa Crivo quando o assunto lá fora muda. Antes eu lia o relatório de segunda e contava pro Crivo na quarta, quando lembrava.
2
Crivo avisa Casa toda vez que reprova. A reprovação vira instrução, e o mesmo erro para de voltar.
3
Casa não avisa ninguém. Ela é o fim da linha, e é de propósito: alguma sessão precisa terminar o trabalho em vez de repassar.

Escreve as suas em uma frase cada, no formato "quando acontecer X, a sessão A avisa a sessão B", e se você não conseguir nomear o X, aquela seta não existe. Risca ela.

Passo 3

O texto que abre cada sessão

Isto aqui vai no começo de cada uma, e é o que dá endereço pra ela: o que é dela, o que não é, e pra quem ela fala. Nada além disso.

Você é uma das sessões que trabalham no meu negócio, e não a única. O SEU TRABALHO: [uma frase, com verbo. "Você recebe roteiro pronto e reprova por quatro motivos"] O QUE NÃO É SEU: [as outras sessões, nomeadas. "Pesquisa de concorrente é da Vigia. Escrever a legenda é da Casa"] QUEM VOCÊ AVISA: [nome da sessão] , quando acontecer [a situação]. Escreva o aviso em no máximo cinco linhas, no formato: o que mudou, por que importa pra ela, e o que ela precisa fazer diferente a partir de agora. Nada de resumir a conversa inteira. O QUE VOCÊ NUNCA FAZ SOZINHA: mandar qualquer coisa pra fora, apagar arquivo, e mudar as regras de outra sessão. Isso passa por mim. Antes de avisar alguém, me mostre o aviso.

O último bloco é o que impede a bagunça. Sessão que pode reescrever a regra de outra sessão parece autonomia e é perda de controle, e você só descobre uma semana depois, quando não entende mais por que a Casa começou a escrever daquele jeito.

Passo 4

Roda uma semana com o aviso passando por você

Na primeira semana deixa o "me mostre o aviso" ligado. Você vai ver o que elas escolhem contar uma pra outra, e é aí que aparece o defeito: a Vigia mandando o relatório inteiro em vez do que mudou, o Crivo mandando o roteiro reprovado sem dizer qual dos quatro motivos pegou.

Conserta no texto de abertura e não na conversa, porque tudo que você conserta conversando some no minuto em que a sessão fecha. Some inteiro.

Depois da segunda semana você tira o "me mostre" e deixa passar direto, que foi quando eu parei de abrir o computador de manhã pra descobrir o que uma tinha achado na segunda. Elas já sabiam.

O limite disso

Três sessões conversando não são um time

Elas dividem trabalho e passam recado, e é só isso. Nenhuma delas decide o que a empresa deveria estar fazendo, e nenhuma percebe quando o trabalho inteiro deixou de fazer sentido. Isso continua sendo seu.

E vale a comparação, porque é a mesma coisa que acontece com gente: se todo mundo precisa passar em você pra conseguir trabalhar, você não tem um time autônomo. Você tem dez fios ligados na mesma tomada.

antes de fechar

Se você montar só uma seta essa semana, monta a que te tira do meio de dois trabalhos que você já sabe que se atrasam esperando você. Uma seta.

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Os Ângulos

A habilidade que lê os comentários dos seus clientes e as avaliações no Reclame Aqui, e devolve a reclamação que mais se repete já escrita como anúncio.

A melhor frase de venda já foi escrita, e não por você

Ela está num comentário que ninguém da sua empresa leu, embaixo de um post seu de dois meses atrás, ou numa avaliação de uma estrela que alguém deixou pro seu concorrente, escrita com as palavras que o cliente usa quando ninguém está vendendo nada pra ele. De graça.

Eu já queimei verba testando anúncio pra chegar em argumento que estava escrito ali de graça, num comentário que ninguém tinha aberto, e o criativo não morreu por falta de ideia: morreu porque a ideia era minha. Hoje eu leio antes.

Ninguém descreve o seu produto melhor que quem pagou por ele e ficou puto com alguma coisa.

Esta página monta essa leitura em quatro passos. Nos três primeiros você roda uma vez, hoje, e leva uns vinte minutos; no quarto você escreve a habilidade dentro de um arquivo, e a partir dali ela trabalha sem você montar nada de novo.

Passo 1

Junta os lugares onde o seu cliente fala sem você por perto

A referência que me fez montar isso usava Reddit, que é onde o americano reclama, e aqui a conversa mora em outro lugar. São cinco:

1
Os comentários do seu perfil. Os últimos cinquenta, incluindo os que você não respondeu.
2
Os comentários do concorrente. Esses valem mais, porque ali ninguém está sendo educado com você.
3
As avaliações. Reclame Aqui, Google, marketplace. As de três estrelas dizem mais que as de uma.
4
O seu suporte. A pergunta que chega toda semana no direct ou no WhatsApp.
5
O grupo. Aquele do WhatsApp ou do Telegram onde a sua categoria conversa.

Copia e cola tudo num arquivo de texto, sem organizar e sem escolher, porque escolher aqui é você editando o cliente, que é exatamente o problema que a habilidade resolve. Sem filtro.

Passo 2

Roda uma vez, hoje, sem montar nada

Cola isto no Claude, junto com o arquivo que você acabou de juntar. O pedido proíbe inventar, e sem essa proibição escrita o Claude completa o que faltou com o que costuma aparecer em texto de venda, e você recebe o seu próprio achismo de volta com cara de pesquisa.

Você vai ler o que os meus clientes escreveram e me devolver ângulo de anúncio. Você não escreve nada que não esteja no material. O QUE EU VENDO: [uma frase] PRA QUEM: [uma frase, com o que essa pessoa faz da vida] O MATERIAL: [cole tudo que você juntou] Me devolva quatro blocos. 1. O QUE MAIS SE REPETE. Os cinco problemas, os cinco desejos e as cinco objeções que aparecem mais vezes, cada um com quantas vezes apareceu e com uma frase literal de quem escreveu, entre aspas. Se aparecer menos de três vezes, não entra. 2. AS PALAVRAS DELES. A lista das palavras e expressões que eles usam pra falar do problema, do lado esquerdo, e a palavra que a minha empresa usa pra mesma coisa, do lado direito. É onde eu vou ver que estou vendendo em outra língua. 3. OS ÂNGULOS. Seis ângulos de anúncio, cada um com: a dor que ele ataca, a primeira frase escrita com as palavras deles, e a frase literal que originou o ângulo. 4. O QUE NÃO DEU PRA VER. O que eu deveria ter juntado e não juntei. Regra: toda afirmação sua tem que ter uma frase literal do material embaixo. Onde não tiver, escreva "não apareceu".
Passo 3

Lê o bloco 2 primeiro

O bloco 3 é o que você quer, e o bloco 2 é o que dói. Ele põe lado a lado a palavra que o cliente usa e a palavra que a sua empresa usa pra mesma coisa, e quase sempre elas são diferentes. Raramente batem.

Quando isso acontece, o anúncio estava escrito em outra língua, e não existe verba de tráfego que conserte tradução errada. Nenhuma.

Sai mais barato ler do que adivinhar.

Passo 4

O mesmo pedido, escrito uma vez

Você acabou de fazer isso na mão, e na semana que vem chega comentário novo. Aí é juntar os cinco lugares outra vez e dizer outra vez o que você vende e pra quem: a primeira rodada custa vinte minutos, e a segunda é a que ninguém faz.

Construir habilidade é esse mesmo pedido escrito uma vez, dentro de um arquivo, com o que a IA precisa saber antes de começar. Você para de repetir o pedido e ela para de depender de você lembrar.

Cola isto no Claude. A análise fica pra depois; agora ele só escreve.

Você vai escrever o arquivo de uma habilidade que eu vou salvar e usar toda semana. Não faça a análise agora: o que sai daqui é o arquivo. A HABILIDADE: lê os comentários, as avaliações e as mensagens de suporte dos meus clientes, e devolve ângulo de anúncio escrito com as palavras deles. O QUE EU VENDO: [uma frase] PRA QUEM: [uma frase, com o que essa pessoa faz da vida] AS PALAVRAS QUE A MINHA EMPRESA USA: [cinco ou seis termos que aparecem no meu site e nos meus anúncios] DE ONDE VEM O MATERIAL: [os lugares que existem no meu caso: comentários do meu perfil, do concorrente, avaliações, suporte, grupo] Escreva o arquivo com estas cinco partes. 1. QUANDO ELA ENTRA. Uma frase: sempre que eu colar comentários, avaliações ou conversas de cliente. 2. O QUE ELA JÁ SABE SOBRE MIM. O que eu preenchi aí em cima, guardado de um jeito que ela use sem me perguntar de novo. 3. O QUE ELA ENTREGA. Quatro blocos, nesta ordem: o que mais se repete, com quantas vezes apareceu e uma frase literal entre aspas; as palavras deles de um lado e as minhas do outro; seis ângulos de anúncio, cada um com a dor que ataca, a primeira frase pronta e a frase que originou o ângulo; e o que faltou no material. 4. O QUE ELA NUNCA FAZ. Não afirma nada que não esteja no material, não conta como repetição o que apareceu menos de três vezes, e não completa lacuna com o que costuma aparecer em texto de venda. Onde não tiver frase literal embaixo, escreve "não apareceu". 5. O QUE ELA PERGUNTA ANTES. No máximo duas perguntas, e só quando o material não der pra trabalhar. Me entregue o arquivo inteiro, pronto pra copiar, e nada além dele.

O arquivo volta pronto. No Claude Code ele salva sozinho, se você pedir, e a pasta é ~/.claude/skills/, uma pasta por habilidade. No Claude para computador e no site, a habilidade entra pelas configurações, na parte de capacidades.

O teste é rodar de novo, com o mesmo material do passo 2. Se o Claude te perguntar alguma coisa que já está no arquivo, uma das cinco partes ficou vazia, e você volta e completa. Enquanto ele perguntar, você continua sendo motoboy de contexto, buscando e colando toda semana a mesma informação.

antes de fechar

Faz uma coisa hoje: pega os últimos cinquenta comentários do seu perfil e roda só o bloco 1, porque a reclamação que mais se repete ali é o seu próximo anúncio. Ela já estava escrita.

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A Escada

Os quatro degraus escritos, com o teste de descobrir em qual você está hoje.

Antes de tudo

Era pra ter te dado mais tempo

Se a IA te deu mais uma coisa pra gerenciar, você parou no primeiro degrau. Não é que ela seja burra, porque inteligência ela já tem de sobra; o que falta é autonomia, e autonomia se constrói em ordem, um degrau de cada vez. Não tem atalho.

São quatro degraus, e eu chamo esse desenho de Escada da Autonomia: cada degrau que a IA sobe, você vai saindo um pouco do caminho.

Se você precisa lembrar a IA todo dia do que ela tem que fazer, você não delegou. Só arrumou mais uma coisa pra gerenciar.

O teste

Em qual você está hoje

Responde pensando na semana passada, e não na semana que você pretende ter, porque o degrau é o mais alto em que você respondeu sim. O mais alto.

DegrauA perguntaComo você sabe que parou aí
1 · ConversaVocê abre, pede, ela entrega, você revisa e você publica?Fechou a aba e não sobrou nada. Amanhã você explica tudo de novo.
2 · HabilidadeExiste uma função em que ela ficou boa e que ela faz do mesmo jeito toda vez?Você para de escrever como se faz, e passa a escrever o que quer.
3 · Contexto realEla lê os seus documentos, as suas reuniões e os seus números sem você colar nada?Ela parou de te perguntar quem é o cliente.
4 · RotinaAlguma coisa acontece sem você abrir o computador?O trabalho aparece pronto, e você não lembrou dele em nenhum momento.
Degrau 1

Conversa, que é onde quase todo mundo mora

Aqui ela é uma ferramenta boa, que escreve rápido, resume e organiza, e mesmo assim não tirou nada da sua mesa, porque cada entrega ainda depende de você abrir, pedir e conferir. Toda entrega.

Pra subir: escolhe uma função só, e não escolhe a mais importante da empresa, que costuma ser a mais cheia de exceção e a que mais dói se sair errada. Escolhe a que volta toda semana, que tem jeito certo de fazer, e que você bate o olho e sabe em segundos se ficou boa.

Degrau 2

Habilidade, quando ela fica boa em uma coisa

É aqui que ela deixa de responder e começa a executar. A minha pega roteiro pronto e reprova por quatro motivos, os mesmos que eu cobraria de um copywriter, e eu não escrevo o roteiro com ela. Eu recebo a reprovação.

Pra subir: escreve como você explicaria essa tarefa pra alguém que entra na sua empresa na segunda-feira, feio e corrido, em tópicos, do jeito que sair. Se você travar na hora de escrever o que faz uma entrega ficar boa, esse travamento é a resposta, e é ali que estava o trabalho.

Degrau 3

Contexto real, o degrau que quase ninguém sobe

Ela para de começar do zero, e o que entra aí é material seu de verdade. A minha lê os trezentos e nove livros que eu grifei, as transcrições das minhas reuniões e os meus números, e deixou de me perguntar quem é o cliente. Ela já sabe.

Este é o degrau chato, e é exatamente por isso que ele fica vazio na maioria das empresas que eu vejo: não tem prompt esperto aqui, tem material sendo juntado. É trabalho.

Pra subir: escreve a lista das suas fontes antes de qualquer coisa. Onde mora o que a sua empresa sabe hoje: reunião, planilha, WhatsApp, e a cabeça de quem, porque base bonita sem fonte ligada é enciclopédia. E enciclopédia não decide.

Contexto ruim é resultado ruim.

Degrau 4

Rotina, quando acontece sem você

Uma das minhas puxa o que os concorrentes publicaram no YouTube e me manda toda segunda, e outra lê as transcrições das reuniões do dia e me manda um relatório à noite. Computador fechado.

Pra subir: pega o que já funciona no degrau 3 e responde uma pergunta: o que deveria acontecer mesmo que eu nunca abra o Claude essa semana? Só isso vira rotina. Rotina de coisa que ainda não está boa é erro automatizado.

O que fica com você

O que não sobe com a IA

A cada degrau a IA faz mais, e uma coisa não sobe junto: o seu critério. No degrau 1 você revisa tudo que a IA entrega. No degrau 2 você escreve o que faz uma entrega ficar boa, e a IA passa a seguir esse texto. No degrau 3 a IA lê o seu material e para de te perguntar quem é o cliente. No degrau 4 o trabalho chega pronto, e você ainda bate o olho antes de ele valer.

O dono que pula essa parte deixa a IA escrever, postar e responder cliente sem ler nada, e daqui a um ano não sabe mais dizer se o que sai da empresa dele está bom. A escrita pode sair da sua mesa. O julgamento editorial não.

O limite disso

Ninguém pula degrau, e a tentação é pular

Dá vontade de ir direto pro quarto, porque o quarto é o que impressiona. Rotina montada em cima de uma função que ela ainda não faz bem entrega errado com pontualidade, e você descobre tarde, porque agora ninguém está olhando.

A escada também não diz o que a sua empresa deveria estar fazendo, e o que ela diz é o quanto de você ainda está preso no caminho. Nada além.

antes de fechar

Escreve num papel em qual degrau você está hoje, e escreve a função que vai subir um. Uma só. Eu levei meses pra entender que o degrau 3 era o que faltava, e ele era o menos bonito de mostrar.

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A Poda

O que sai do seu arquivo de instruções, o que fica, e as três trocas que põem critério no lugar de mais uma regra.

24 de julho

A Anthropic apagou mais de oitenta por cento das próprias instruções

Em 24 de julho eles publicaram o que mudou no jeito de instruir os modelos novos. Tiraram mais de oitenta por cento do texto que o Claude Code carregava antes de qualquer conversa começar, e não perderam nada nas avaliações de código, e a explicação deles é que regra demais amarra o modelo em vez de guiar. Amarra mesmo.

E você faz exatamente isso todo dia, sem perceber. Ela erra, você escreve mais uma regra pra ela não errar de novo. O arquivo cresce, e a cada regra nova ela gasta mais raciocínio decidindo qual instrução ganha antes de começar o trabalho.

Regra você escreve pra quem não confia. Critério você dá pra quem vai decidir sem você na sala.

Esta página é a lista do que tirar do seu arquivo, o que fica no lugar, e as três trocas que fazem diferença de verdade na hora em que ela lê. Leva uma tarde.

A lista

O que sai e o que fica

Abre o seu arquivo de instruções e passa linha por linha com esta tabela do lado. Onde a linha cair na coluna da esquerda, ela sai inteira. Reescrever a linha mantém o defeito.

SaiFica
A proibição que nasceu de um erro só, num dia ruim.A proibição que valeria pra qualquer pessoa nova entrando no seu time.
A regra que contradiz outra regra três parágrafos acima.Uma das duas, escolhida por você, com a outra apagada.
Explicação de por que a regra existe.A regra.
Instrução de estilo com adjetivo: seja claro, seja natural, seja profissional.Instrução que não dá pra desobedecer por engano: nunca use travessão.
Cinco exemplos do mesmo caso.Um material de verdade que você aprovou.
Contexto de projeto que acabou.Nada. Isso vai pro arquivo do projeto.
Tudo que só vale numa tarefa específica.Um arquivo separado, que carrega quando aquela tarefa aparece.

Se você cortar metade e ficar com medo, roda a semana assim e olha as entregas, porque o medo some ou a regra volta, e nos dois casos você descobriu uma coisa que não sabia. Sai ganhando.

Troca 1

Em vez de mais uma regra, o resultado que você quer

Sai o "nunca faz isso, nunca faz aquilo" e entra "entrega no padrão que a gente já entrega aqui". A diferença aparece no caso que você não previu, que é justamente onde a lista de proibições falha: ela não tem linha pra situação nova, então a IA escolhe sozinha e sem critério.

Vale a comparação com gente, e ela é direta: aquele manual ninguém do seu time leu inteiro, e o que eles seguem é o padrão que viram funcionar. Viram, não leram.

Troca 2

Para de empilhar tudo num arquivo só

O arquivo que abre em toda conversa leva o que vale pra qualquer trabalho e nada mais, e todo o resto entra depois, quando aquele assunto aparece. Só quando aparece.

1
No arquivo de sempre: quem você é, o que a empresa vende, como você escreve, e o que ela nunca faz sem te perguntar.
2
Em arquivo separado: o passo a passo de cada tarefa. Ele aparece quando aquela tarefa aparece, e some depois.
3
Fora dos dois: o que morreu com o projeto. Vira histórico, e histórico não instrui ninguém.
Troca 3

Coisa pronta vale mais que explicação

Esta é a que a maioria entende errado, e eu entendi errado por um tempo. Não é dar exemplo, porque exemplo demais amarra do mesmo jeito que regra demais. É dar a coisa de verdade: um material que você aprovou, um documento que já circulou, o relatório do mês passado.

Uma referência real carrega o que você não consegue escrever, e é justamente a parte que você não consegue escrever que faz a entrega ficar boa. É essa parte.

Depois da poda

O prompt que faz a IA podar o arquivo com você

Este é o meu arquivo de instruções. Você vai me ajudar a cortar, e você não vai reescrever nada por conta própria. O ARQUIVO: [cole o seu arquivo inteiro] Me devolva quatro listas, com o número da linha em cada item. 1. CONTRADIÇÕES: pares de instruções que brigam entre si. Diga qual das duas você seguiria hoje e por quê. 2. REGRA COM ADJETIVO: toda instrução que eu poderia cumprir de dez jeitos diferentes. Ao lado, a versão que não dá pra desobedecer por engano. 3. NÃO É INSTRUÇÃO: o que ali é explicação, histórico ou contexto de projeto encerrado. 4. NÃO PERTENCE AQUI: o que só vale numa tarefa específica e deveria morar em arquivo separado. Diga qual arquivo. No fim, me diga em uma frase o que este arquivo está te mandando fazer que você acha que atrapalha o trabalho. Fala direto.

A última pergunta é a que dá a resposta mais útil de todas, e ela nunca aparece sozinha, porque nenhum modelo abre a boca pra reclamar do arquivo que você escreveu. Você tem que perguntar.

O que a poda não conserta

Arquivo curto não conserta função mal escolhida

Podar melhora o que ela já faz. Se a função que você entregou pra ela é a mais política e mais cheia de exceção da empresa, o arquivo enxuto vai só deixar o problema mais rápido de aparecer. Mais rápido, e só.

antes de fechar

Corta a primeira linha hoje, e que seja uma contradição. Toda vez que eu achei duas regras brigando aqui dentro, elas estavam brigando havia meses e eu culpava a IA. Culpava ela.

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A Conta

As cinco que eu pago todo mês e o trabalho que cada uma faz aqui dentro.

Cinco, e não é a lista de tudo que existe

Eu sou sócio de dezesseis empresas e nunca programei na vida, testei muita coisa que não ficou, e o que sobrou foram cinco assinaturas. Cinco. Não são as melhores do mercado; são as cinco que continuam sendo pagas aqui depois de meses, o que é uma régua diferente e mais honesta.

Ferramenta que você usou duas vezes, achou incrível e nunca mais abriu não entra em lista nenhuma, porque entusiasmo de semana passada não conta como uso. Entra a que você abriria hoje de manhã.

1

Claude

É onde mora o trabalho, e não onde eu tiro dúvida: ele lê os meus arquivos, reprova roteiro pelos quatro motivos que eu cobraria de um copywriter, e roda as rotinas que me mandam relatório. Sem eu pedir.

Quando eu abro: quando o trabalho tem contexto meu dentro, porque se a tarefa não precisa saber nada sobre a minha empresa, ela também não precisa dele. Qualquer um resolve.

2

ChatGPT

Uso ele pelo motivo exatamente oposto ao do Claude: é o que eu abro quando quero uma segunda cabeça que não sabe nada daqui, e que por isso não concorda comigo por hábito. Nem por educação.

Quando eu abro: pesquisa solta, primeira volta de uma ideia, e quando eu desconfio que o Claude está me dando razão rápido demais.

3

Apify

É o que sai da minha casa e traz coisa de fora: o que os concorrentes publicaram, transcrição de vídeo, o que está no ar em uma conta, porque sem ele a IA fica boa em opinar sobre o material que eu mesmo dou. Só o meu.

Quando eu abro: nunca sozinho. Ele é o braço que sai e busca, e quem lê o que veio continua sendo o Claude, com o meu contexto do lado. Sozinho ele não serve.

4

Notion AI

Ele fica dentro do lugar onde a empresa já escreve, e a diferença dele pros outros dois está no endereço: ele responde de dentro do lugar onde a informação já mora, sem ninguém copiar nada pra fora. Nada sai.

Quando eu abro: quando a pergunta é sobre uma coisa que o time já documentou e ninguém lembra onde. E sempre tem uma.

5

Fireflies

Ele transcreve todas as minhas reuniões, sem eu apertar nada. É a assinatura mais fácil de justificar e a que eu levaria se pudesse manter uma só, porque ela alimenta o resto: sem transcrição, a IA não tem acesso ao que a empresa combinou, e você segue sendo a única memória da operação.

Quando eu abro: não abro. Ele grava sozinho, e à noite um agente lê as transcrições do dia e me manda o que ficou pendente.

Contexto ruim é resultado ruim.

A ordem

Se você fosse assinar uma por mês

1
Começa pela transcrição. É o que transforma conversa em material, e material é o que falta pra todo o resto funcionar.
2
Depois a que executa com o seu contexto. Uma só. Duas ao mesmo tempo no começo divide o seu material em dois lugares.
3
Por último a que busca de fora. Ela só rende quando já existe alguém aqui dentro pra ler o que ela trouxe.

Faz a conta de padaria antes de cada uma: quantas horas por mês essa assinatura precisa devolver pra se pagar, e de quem são essas horas. Se as horas forem suas e você não sabe quanto vale a sua hora, esse é o problema anterior.

O limite disso

A minha lista serve pro meu trabalho

Eu vivo de conteúdo, de reunião e de decisão. Se o seu negócio é operação com estoque, atendimento em volume ou obra, três dessas cinco não fazem sentido pra você, e o dinheiro estaria melhor numa que eu nem testei. Provavelmente estaria.

O que transfere é a régua, e ela é curta: continua pagando o que você abriria de novo hoje de manhã. Só isso transfere.

antes de fechar

Abre a fatura do cartão da empresa e marca as assinaturas de IA que você não abriu nos últimos trinta dias, porque essa é a lista que interessa. E ela não é a minha.

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A Troca

Qual das duas abrir pra cada tarefa: o Cowork quando o trabalho vive no Outlook e no Teams, o ChatGPT Work quando é automação e ferramenta interna.

A pergunta errada

Eu construí as ferramentas da empresa em cima do Claude

E vou te dizer pra não ser fiel a ele. Em julho a OpenAI lançou o ChatGPT Work no mesmo dia em que a Anthropic soltou o Cowork pra todo mundo, e desde então só me perguntam qual é o melhor. É a pergunta errada.

Fidelidade é o que sobra pra quem não tem repertório.

Eu já avaliei duzentos álbuns num ano. Quem faz isso não tem uma banda favorita pra tudo; tem o disco certo pra cada hora, e esta página é a tabela que eu uso pra decidir qual dos dois abrir. Tarefa por tarefa.

O que mudou nos dois

Você para de mandar pergunta e passa a mandar resultado

Essa é a novidade que os dois trouxeram junto, e ela importa mais que a comparação. Antes você mandava uma pergunta de cada vez e ia costurando as respostas na mão, e agora você diz onde quer chegar, ele mexe nos seus arquivos e volta com a coisa pronta. Pronta mesmo.

Um pedido de resultado tem esta cara: olha os números do trimestre passado e me traz as três maiores oportunidades, e repara que não tem nenhum passo escrito ali. É de propósito.

A tabela

Qual dos dois abrir

A tarefaQual eu abroPor quê
Escrever qualquer coisa que sai com o seu nomeCoworkEle pergunta antes de decidir e mostra o que está fazendo. Em texto, essa pausa é o que salva.
Trabalho que vive no Outlook, no SharePoint ou no TeamsCoworkEle escreve dentro dessas ferramentas, sem exportar nada.
Montar automação ou ferramenta internaChatGPT WorkVocê define o resultado e ele já sai executando. Aqui a pressa ajuda.
Planilha grande, cálculo, cruzamento de dadoChatGPT WorkEle atravessa o volume sem pedir confirmação a cada passo.
Decisão que você vai defender numa reuniãoCoworkVocê precisa ver o caminho, e não só o resultado.
Tarefa repetida, com o jeito certo já escritoChatGPT WorkOnde o critério já está definido, quem executa mais rápido ganha.
Coisa nova, que você ainda não sabe formularCoworkEle te faz pergunta, e a pergunta é o que estava faltando.

A linha que mais muda o dia é a última, e é a que a gente mais ignora: quando você não sabe o que quer, ferramenta rápida entrega rápido a coisa errada. E entrega bem feita.

A regra

Trocar sem perder o contexto

Trocar de ferramenta no meio do trabalho só compensa se o contexto não ficar preso na anterior, e duas coisas resolvem isso. Só duas:

1
O contexto mora em arquivo, não na conversa. Quem você é, o que a empresa faz, como você escreve. Os dois leem a mesma pasta, e a troca custa o tempo de apontar pra ela.
2
O que ficou decidido volta pro arquivo. Se a decisão só existe dentro da conversa, você não trocou de ferramenta. Você recomeçou.

Quem está ganhando com IA hoje é quem troca de ferramenta no meio do trabalho, na frase seguinte, e não perde nada na troca. Isso é repertório.

Validade

Isto vale enquanto os dois forem assim

A tabela é de agosto de 2026, e a corrida está rápida demais pra ela durar um ano. O que dura é o método: escolhe pela tarefa, guarda o contexto fora da conversa, e refaz a tabela quando alguma coisa grande mudar.

Duas assinaturas também são duas contas no fim do mês. Se o seu volume não justifica as duas, fica com a que resolve as tarefas que mais se repetem na sua semana, e não com a que ganha no comparativo. Comparativo não paga conta.

antes de fechar

Pega as cinco tarefas que mais se repetem na sua semana e escreve a sua tabela, com as suas linhas, porque ela vale mais que a minha. A semana é sua.

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Os Sete Lugares

Os sete lugares onde uma instrução pode morar no Claude, o que vai em cada um e em que momento ele é lido.

Antes de tudo

Você escreveu a regra e ela ignorou

O problema quase nunca está na regra; está em onde você escreveu ela. No Claude existem sete lugares onde uma instrução pode morar, e a maioria das pessoas usa um só, o que é a mesma coisa que entregar o manual da empresa inteira pra quem veio trocar uma lâmpada.

Instrução no endereço errado é instrução que ela ignora. E aí você culpa a IA.

Esta página é os sete, com o que vai em cada um e em que momento cada um é lido, e você não precisa usar todos eles. Precisa parar de usar um.

A tabela

Os sete endereços

OndeQuando ela lêO que vai aí
CLAUDE.mdEm toda sessão, sempre.Só o que vale pra qualquer trabalho: quem você é, o que a empresa vende, como você escreve.
RegrasQuando ela encosta em determinado tipo de arquivo.O que pode e o que não pode naquele tipo de coisa. Curto e sem explicação.
HabilidadesQuando aquela tarefa aparece.O passo a passo de uma tarefa só, do começo ao fim.
Sub-agentesQuando você manda abrir um.Um trabalho paralelo que volta só com o resultado, sem sujar a sua conversa.
HooksSozinhos, quando um evento acontece.O que dispara sem ninguém pedir: terminou, ele te avisa no celular.
Estilo de saídaEnquanto você deixar ligado.O papel que ela ocupa, de programadora pra assistente.
Acréscimo no promptSó naquela conversa.Instrução rápida de tom ou de formato, que morre quando você fecha.

Repara na coluna do meio, porque é ela que decide tudo: instrução que só vale numa tarefa, escrita no arquivo que abre sempre, atrapalha todas as outras tarefas do dia. Todas.

O erro comum

O arquivo que cresce toda semana

Foi assim o meu arquivo por uns bons meses. Toda vez que ela errava, eu voltava no CLAUDE.md e escrevia mais uma linha. Ele virou um documento de regra de tudo, e a consequência não é ela ficar mais obediente: é ela gastar raciocínio decidindo qual instrução ganha antes de começar o trabalho.

Pega o seu arquivo e passa três perguntas em cada linha, uma de cada vez, sem pular nenhuma. São estas:

1
Isto vale pra qualquer trabalho que eu peça? Se não vale, sai do CLAUDE.md.
2
Isto é o passo a passo de uma tarefa? Então é habilidade, e ela aparece quando a tarefa aparecer.
3
Isto só vale hoje? Então é acréscimo de prompt, e morre com a conversa.
O prompt

Faz ela redistribuir por você

Você vai reorganizar as minhas instruções por endereço. Não reescreva nada; só diga onde cada linha deveria morar. O QUE EU TENHO HOJE: [cole o seu CLAUDE.md e qualquer outro arquivo de instrução] Me devolva a lista dividida em sete grupos, com as linhas originais copiadas dentro de cada um. 1. FICA NO CLAUDE.MD, porque vale pra qualquer trabalho. 2. VIRA REGRA DE ARQUIVO, e diga qual tipo de arquivo. 3. VIRA HABILIDADE, e diga o nome da tarefa. 4. VIRA SUB-AGENTE, porque é trabalho paralelo que só precisa devolver resultado. 5. VIRA HOOK, porque é uma coisa que deveria acontecer sozinha. 6. VIRA ESTILO DE SAÍDA, porque muda o papel e não a tarefa. 7. NÃO É INSTRUÇÃO, e some. Onde duas linhas se contradisserem, aponta o par e me pergunta qual das duas fica.

O grupo 7 costuma ser o maior, e é o que mais melhora a entrega, porque boa parte do que a gente escreve como regra é explicação de por que a regra existe. E explicação não instrui.

O limite disso

Endereço certo não conserta instrução vaga

Se a linha for "seja mais estratégico", ela vai ser ignorada nos sete lugares, porque endereço resolve quando a instrução aparece e não resolve o que ela diz. Isso é com você.

E os sete não precisam ser preenchidos de uma vez, nem nunca: comece por dois, o que abre sempre e a habilidade da tarefa que mais se repete. Dois bastam.

antes de fechar

Escolhe hoje uma linha do seu arquivo que só vale numa tarefa, tira ela de lá e transforma em habilidade, que é uma mudança de dez minutos. Você sente na mesma tarde.

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passo a passo

As Cinco Barras

Os cinco comandos que eu uso todo dia e a hora de chamar cada um.

Se você fica de babá da IA, é falta de configuração

Esperar ela terminar pra mandar a próxima coisa parece capricho, e não é. É você fazendo à mão o que cinco comandos resolvem. Você digita barra e o nome, e liga uma função: é atalho, não é programação, e nenhum deles exige que você saiba código.

Esta página é a lista dos cinco que eu uso, o que cada um faz e a hora de chamar cada um. Cinco, e só.

1

barra compact

Fecha o que ficou pra trás num resumo e segue na mesma conversa. Você não recomeça e não reexplica.

A hora de chamar: quando ela erra uma coisa que já tinha acertado.

2

barra debug

Abre o que aconteceu por baixo: o que ela chamou, o que voltou de lá e onde o caminho quebrou. O erro quase nunca está no texto dela, está três passos antes.

A hora de chamar: quando você pediu de novo, com mais cuidado, e deu errado de novo.

3

barra plan

Resolve o defeito mais chato dele, e é um defeito de verdade: o Claude quer começar cedo demais. Você dá uma tarefa longa, ele entende metade do contexto e já sai produzindo, e uma decisão errada no começo contamina tudo que vem depois.

No modo plano ele escreve o passo a passo antes de encostar em qualquer coisa, e você lê, corrige o passo 2 e só então libera. Aí ele executa.

A hora de chamar: em qualquer tarefa que você não conseguiria refazer em cinco minutos se saísse errada.

Uma decisão errada no começo contamina tudo que vem depois.

4

barra rewind

Volta a conversa pra antes de ela quebrar alguma coisa, e desfaz junto tudo que aconteceu depois daquele ponto, sem você reconstruir nada. É o desfazer que você achou que não existia.

A hora de chamar: no minuto em que você percebe que uma mudança estragou o que estava funcionando, e antes de tentar consertar por cima, que é o que a gente faz. E é o que piora.

5

barra goal

Este é o que eu mais uso dos cinco. Você diz onde quer chegar e ela trabalha até chegar lá, sozinha, sem te devolver a bola a cada passo. É o comando que tira você da cadeira de babá.

A hora de chamar: tarefa de muitas etapas em que o critério de pronto é claro. Se você não consegue escrever em uma frase como saberia que acabou, não é caso de goal: é caso de plan primeiro.

A combinação

Os dois que se usam juntos

Plan e goal resolvem problemas opostos, e é por isso que eles combinam tão bem no mesmo trabalho. O plan te devolve o controle no começo, quando ele é barato; o goal devolve o trabalho pra ela no meio, quando ficar olhando não acrescenta nada. Nada mesmo.

1
Abre no plan. Lê o passo a passo e conserta o que estiver errado ali, no papel.
2
Aprova e chama o goal. Agora o objetivo já tem caminho, e ela vai até o fim sem você.
3
Se der ruim, rewind. Volta pro ponto anterior em vez de negociar o conserto por cima.
O que atalho não faz

Atalho não substitui critério

Os cinco mudam como você conduz, e nenhum deles decide o que vale a pena fazer. O goal executa com a mesma disciplina o trabalho certo e o trabalho inútil, e a diferença entre os dois continua sendo sua.

antes de fechar

Roda uma tarefa hoje começando pelo plan, porque ler o passo a passo antes é a única coisa dessa lista que muda o resultado da mesma tarde. Da mesma tarde.

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passo a passo

A Escola

Os três passos pra ela assistir os vídeos que você escolher e sair sabendo fazer, com a chave do Gemini que deixa ela ver a imagem e não só ler a transcrição.

Rampar

Ninguém contrata pronto

Com gente isso é óbvio e ninguém discute. Chega alguém cru, você senta junto, mostra como se faz aqui, corrige duas semanas e a pessoa começa a performar. A gente chama isso de rampar, e ninguém acha estranho.

Com IA a gente esperava que ela já viesse sabendo, e quando não vinha, trocava de ferramenta. Só que dá pra treinar, e o material de treino está de graça no YouTube. De graça.

Você treina, e agora dá pra treinar com o material que já está de graça na internet.

São três passos, e o segundo é o que muda o resultado, além de ser o que quase ninguém faz. Quase ninguém.

Passo 1

Deixa ela ler o que foi dito

O Claude não assiste nada por padrão. Você instala a habilidade de YouTube, que é gratuita, e a partir dali ele lê a transcrição inteira do vídeo: cada palavra que foi dita, na ordem em que foi dita.

Já com isso ele analisa conteúdo e extrai o que o vídeo ensina, o que é suficiente pra assunto que vive em palavra, como argumento de venda ou estrutura de e-mail. Palavra basta.

Passo 2

Deixa ela ver, e não só ler

Aqui está o pulo que muda o resultado. Você pega uma chave de API do Gemini, que é a IA do Google, e liga ela no Claude. O Gemini entende vídeo do YouTube nativamente, porque o Google é dono dos dois, e ele não lê só a transcrição: ele olha a imagem e escuta o áudio.

A diferença aparece em tudo que não está na fala. Corte, enquadramento, o momento em que a pessoa muda de tom, o que apareceu na tela enquanto ela falava outra coisa. Sem esse passo, você treinou alguém que leu a apostila e nunca viu ninguém trabalhando.

1
Só transcrição: serve pra argumento, roteiro escrito, estrutura de texto.
2
Transcrição e imagem: serve pra edição, ritmo, arte, apresentação, qualquer coisa que se julga com o olho.
Passo 3

Escolhe dez vídeos de uma coisa só

Aqui vira gente. Você não manda ela assistir sobre IA em geral; você escolhe um ofício e junta os dez melhores vídeos daquele ofício, seja edição de vídeo, anúncio que converte ou prospecção fria. Um assunto, dez vídeos, e ela assiste todos.

Do outro lado sai alguém que faz aquilo do jeito dos melhores, e a rampa que com uma pessoa levaria dois meses aqui dura uma tarde. Uma tarde.

Você vai assistir uma lista de vídeos e virar boa em uma coisa só. O OFÍCIO: [uma frase. "Editar reels que seguram até o fim"] OS VÍDEOS: [cole de 8 a 10 links] Assista todos antes de me responder qualquer coisa. Depois me devolva três blocos. 1. O QUE TODOS FAZEM IGUAL. Só o que apareceu em pelo menos seis dos dez, com o nome de quem fez. 2. ONDE ELES SE CONTRADIZEM. Os pontos em que os vídeos discordam entre si, e o que cada lado alega. 3. A HABILIDADE. Escreva o passo a passo que você vai seguir daqui pra frente quando eu pedir esse trabalho. Escreva como instrução pra você mesma, não como resumo pra mim. Não misture o que você já sabia com o que veio dos vídeos. Onde for conhecimento seu, escreva "isto não veio dos vídeos".

O bloco 2 é o que separa treino de cópia. Quando dez vídeos discordam, alguém tem que decidir, e quem decide é você, porque é ali que a sua régua entra na habilidade dela. Você decide.

O limite disso

Ela aprende o que estava no vídeo, inclusive o errado

Se os dez vídeos repetem a mesma bobagem, ela vai repetir com convicção, e ela não tem como saber que é bobagem, então escolher mal os dez é contratar dez pessoas ruins. De uma vez só.

Escolhe por resultado que dá pra ver, e não por quem explica melhor, porque vídeo bom de assistir e ofício bem feito são duas coisas diferentes. Bem diferentes.

antes de fechar

Antes dos dez, faz um teste com dois: manda ela assistir os dois melhores de um trabalho que você mesmo sabe fazer. Se o que ela devolver contradiz o que você sabe, o problema está na escolha dos vídeos, e você descobriu isso barato. Bem barato.

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O Documento

O documento que eu colo no Claude pra tirar a cara de IA do texto, com os tiques que ele corrige um a um antes de qualquer coisa sair daqui.

As pessoas reconhecem na primeira linha

E elas não estão procurando. Não é que o texto de IA seja ruim; é que ele tem tiques, e o leitor sente o tique antes de conseguir explicar qual é. Aí a sua marca paga o preço de parecer automática numa hora em que ela precisava parecer gente.

Tem um documento só que resolve isso, e ele é uma lista de proibição que fica ligada em tudo que sai daqui, em vez de um prompt esperto. Uma lista.

Lembrar da regra não é ter a regra. Se depende de alguém lembrar, uma hora ninguém lembra.

Os três tiques

O que mais entrega

1
O artigo cortado. A IA escreve livro, revista, jornal. A gente fala um jornal, uma revista, o livro. É o tique mais frequente e o mais fácil de ver depois que alguém te mostra.
2
A frase que começa pelo meio. Some a preposição que ligava uma coisa na outra, e a frase fica com cara de manchete em vez de cara de fala.
3
A curta empilhada. Quem escreve normal intercala uma longa e uma curta. A IA enfileira curta atrás de curta, e o texto fica picotado.

Repara que nenhum dos três é vocabulário, e é por isso que trocar a palavra chique pela simples melhora tão pouco: o que denuncia é a forma. Sempre foi.

De onde isso vem

Eu não inventei a lista

Ela sai de dois lugares. O primeiro é o artigo da Wikipedia chamado Sinais de Escrita de IA, mantido por gente que passa o dia limpando texto de máquina de dentro da enciclopédia, o que faz dela a lista mais testada que existe. Eles apanham disso todo dia.

O segundo é um estudo que separou texto humano de texto de máquina olhando só a estrutura, sem usar nenhuma característica de estilo, e acertou 93,2%. Depois eles pegaram esse mesmo texto de máquina, passaram por uma reescrita profissional que tira clichê e frase roxa, e a detecção caiu 1,6 ponto, que é quase nada.

Mexer nas palavras quase não muda o resultado, e o que denuncia é o esqueleto.

O documento

O que fica ligado aqui dentro

Cola isto num arquivo e aponta ele como regra da casa, e não como habilidade que você chama quando lembra de chamar. A diferença é essa.

Toda vez que você escrever qualquer coisa que vai sair para outra pessoa, estas regras valem, sem eu pedir. PONTUAÇÃO: zero travessão, em qualquer tamanho, inclusive hífen duplo. Use vírgula, ponto e vírgula, dois pontos ou frase nova. Uma exclamação a cada mil palavras. Reticências só quando a frase se perde de verdade. RITMO: nenhuma frase de menos de sete palavras sem uma frase de vinte ou mais imediatamente antes. Frase curta usa a força que a longa acumulou; empilhar curta com curta gasta um crédito que ninguém depositou. LIGAÇÃO: duas ideias relacionadas separadas por ponto perdem a relação. Use ponto e vírgula ou conjunção antes de escolher o ponto. FORÇA: escreva com substantivo e verbo, não com adjetivo e advérbio. Prefira o específico ao geral e o concreto ao abstrato: troque "o resultado foi expressivo" pelo número. Corte muito, bastante, realmente, simplesmente, literalmente, extremamente. ESTRUTURA: nada de pergunta retórica respondida com uma palavra só. Nada de frase de efeito isolada em parágrafo próprio como respiro visual. Nada de conclusão de falsa profundidade do tipo "ferramenta é só ferramenta". Nada de anunciar que o que vem é importante: escreva a coisa importante. HONESTIDADE: nunca invente número, estudo, citação ou caso. Se não houver número real, escreva sem número. Onde faltar informação, pare e me pergunte. ARTIGO: não corte artigo. Um jornal, uma reunião, o time. Substantivo nu onde o português pede artigo é o tique que mais entrega. Aplique tudo sem comentar. Nunca escreva que está seguindo estas regras e nunca liste o que você ajustou.
A parte que ninguém faz

A lista cresce pelo uso

O documento começa com sete blocos e depois é você que alimenta. Toda vez que você ler uma entrega e pensar "isso eu nunca escreveria", abre o arquivo e escreve a proibição naquele minuto. Não depois.

O meu tem cinquenta e nove proibições hoje e começou com quatro, e as melhores não vieram de lista pronta nenhuma: vieram de coisa que me irritou numa terça. Uma de cada vez.

O limite disso

Tirar a cara de IA não põe você dentro do texto

O documento faz o texto parar de parecer máquina. Ele não faz o texto parecer você, porque isso depende do que só você sabe: o número que você viu, o caso que você viveu, a opinião que você tem e a máquina não tem. Nada disso está nele.

A régua final não é "está bom". É: sem o seu nome em cima, qualquer um do seu mercado teria escrito isso? Se teria, ainda não é seu.

antes de fechar

Pega o último texto que a IA escreveu pra você e procura só o artigo cortado, uma coisa só, do começo ao fim. Você vai achar, e não desvê mais.

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prompt pronto

Os Seis Modos

As seis linhas que eu colo no começo da conversa, uma pra cada cargo que eu preciso que ela ocupe.

O cargo, não a pergunta

Você não pede a mesma coisa pro financeiro e pro criativo

Com gente isso é automático e ninguém precisa pensar. Você muda o jeito de perguntar dependendo de quem está do outro lado, e nem percebe que está fazendo isso. Com IA a gente vinha pedindo tudo igual, e recebia sempre a mesma resposta educada.

A maioria das pessoas manda a IA fazer alguma coisa. Quem tira resultado ensina ela a pensar antes de responder, e isso é uma linha só, colada no começo da conversa. Uma linha.

São seis linhas aqui, uma por modo, e cada uma é um cargo diferente que você escolhe dependendo do problema que está na sua frente. Um cargo por vez.

1

Modo contra

Pra quando você está apaixonado demais pela própria ideia, que costuma ser exatamente quando você menos quer ouvir: ele não te ajuda a melhorar. Ele procura onde quebra.

Neste chat você não me ajuda. Você procura onde isto quebra. Liste as falhas por ordem de quanto custam se acontecerem, com o cenário concreto de cada uma. Não elogie nada, não sugira melhoria, e não termine com uma frase amistosa. Se você não achar falha grave, diga que não achou em vez de inventar uma pequena.
2

Modo entrevista

Pra quando você nem sabe direito o que perguntar. Ele para de responder e passa a perguntar, até a pergunta certa aparecer.

Neste chat você não me responde nada. Você me faz perguntas, uma de cada vez, e espera a minha resposta antes da próxima. O objetivo é achar qual é a pergunta certa, que eu ainda não sei formular. Quando a minha resposta for vaga, não avance: peça um exemplo concreto da semana passada. Quando você achar que chegamos na pergunta certa, escreva ela e pare.
3

Modo sócio

Pra quando você está afogado em detalhe e não consegue mais enxergar o que decide alguma coisa: ele corta a conversa e te devolve uma ou duas decisões. As que importam.

Neste chat você é meu sócio, e o seu tempo é curto. Leia tudo isto e me devolva no máximo duas decisões que dependem de mim, cada uma com o que acontece se eu decidir de cada jeito. Todo o resto você trata como detalhe e não menciona. Se as duas decisões forem na verdade a mesma, me devolva uma só.
4

Modo criativo

Pra quando o seguro e o óbvio já não resolvem. Ele vai no ousado, e você fica com a parte de decidir o que é ousado demais.

Neste chat você descarta a primeira resposta que te vier, porque ela é a que todo mundo já deu. Me traga cinco caminhos, e nenhum deles pode ser o caminho seguro. Para cada um, diga o que ele tem de estranho e por que isso pode funcionar. Não me avise que a ideia é arriscada; eu decido isso.
5

Modo professor

Pra qualquer coisa que você está aprendendo do zero. Ele para de exibir conhecimento e passa a checar se você entendeu.

Neste chat você me ensina, e eu não sei nada do assunto. Explique uma ideia de cada vez, com um exemplo do mundo real em cada uma, e sem jargão. Toda vez que precisar usar um termo técnico, defina ele na frase seguinte. A cada três ideias, me faça uma pergunta pra conferir se eu entendi, e se eu errar, volte antes de seguir.
6

Modo consultor

Pro problema complicado, que tem partes demais e que você já adiou umas duas vezes: ele pensa como estrategista e te devolve um plano com ordem e prazo. Com prazo.

Neste chat você é o consultor que eu contratei pra resolver isto. Comece dizendo qual é o problema de verdade, que pode não ser o que eu descrevi. Depois me dê um plano com no máximo cinco passos, na ordem, com o que precisa estar pronto antes de cada um e quanto tempo cada um leva. No fim, diga qual passo eu vou querer pular e por que pular ele custa caro.
Como escolher

O modo se escolhe pelo estado, não pelo assunto

Repara que nenhum deles muda o que a IA sabe: muda o cargo que ela ocupa naquela conversa, e o cargo certo depende de onde você está quando abre o chat. Não do assunto.

Se você está assimChama
Convencido de uma ideiacontra
Sem saber o que perguntarentrevista
Cheio de informação e sem decisãosócio
Repetindo o que já fezcriativo
Perdido num assunto novoprofessor
Com um problema de partes demaisconsultor

A linha certa vale mais que o prompt comprido.

Duas ressalvas

Modo não é personalidade

Trocar de modo no meio da mesma conversa embaralha, porque ela carrega o que já foi dito. Modo novo pede conversa nova.

E o modo contra é ao mesmo tempo o mais útil e o mais desconfortável dos seis, o que costuma ser a mesma coisa. Se você nunca chama ele, é por isso.

antes de fechar

Pega a decisão que você está mais convencido essa semana e roda ela no modo contra, porque é a que mais precisa e a que você menos vai querer rodar. As duas coisas.

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passo a passo

Antes de Cancelar

As sete tarefas que você ainda paga, o passo a passo de cada uma no Claude, e a conta que eu faço antes de cancelar uma assinatura.

A fatura

Sete coisas que você ainda paga

A maior economia que a IA me trouxe apareceu em software, e não em gente. A conta apareceu num lugar que ninguém olha: as assinaturas pequenas, as que passam no cartão da empresa há dois anos e que ninguém lembra de ter contratado.

São sete aqui, com o passo a passo de cada uma, e tem uma conta no fim que você faz antes de cancelar qualquer coisa, porque cancelar rápido demais sai mais caro que continuar pagando. Bem mais caro.

1

Transcrição e ata de reunião

Você joga a gravação e ele devolve a ata com decisão, responsável e prazo. O ganho está na ata: ela sai no formato que a sua empresa usa, com a coluna de responsável preenchida. Transcrever, muita coisa já faz.

Como pedir: mande a gravação junto com uma ata antiga que você aprovou, e peça a nova no mesmo formato. Referência pronta vale mais que explicação.

2

Relatório de campanha

Você joga a planilha exportada do Gerenciador e ele te diz qual anúncio desligar hoje. Não é o gráfico bonito; é a decisão nomeada.

Como pedir: junto com a planilha, escreva a sua régua. Custo por resultado aceitável, período mínimo antes de julgar, e o que você nunca desliga. Sem a régua, ele te devolve descrição em vez de decisão.

3

Pesquisa de concorrente

Ele lê tudo que os seus concorrentes publicaram no mês e devolve o que se repete, e o que era assinatura de ferramenta de monitoramento vira uma rotina. Roda toda segunda.

Como pedir: nomeie os concorrentes e diga o que você já considera batido. Sem isso ele te traz de novo o que você já sabe.

4

Variação de anúncio

Um criativo que já funcionou vira dez versões pra testar, com o mesmo argumento por trás e a forma mudando. O argumento fica.

Como pedir: mande o criativo que funcionou e diga por que você acha que ele funcionou. Se você não disser, ele varia a parte errada e você testa dez vezes a mesma coisa.

5

Revisão antes de publicar

Ele confere o texto contra as suas regras e devolve só o que ficou fora, que é o trabalho de revisor que a maioria das empresas não faz. Não tem quem faça.

Como pedir: a lista de regras precisa existir em arquivo. Revisão contra "bom senso" devolve elogio.

6

Processo escrito

Você explica a tarefa falando e ele devolve o passo a passo pra outra pessoa executar sem você, que é a tarefa que todo mundo adia há dois anos. E ninguém paga por ela.

Como pedir: fale, não digite. Digitando você resume e entrega a versão apresentável; falando sai o detalhe que faz o processo servir.

O "semana que vem eu sento e documento isso" está na sua lista há uns dois anos.

7

Painel de indicadores

Ele monta o painel que você ia pagar um desenvolvedor pra fazer, e eu nunca programei na minha vida: o meu primeiro foi um placar de pontuação. Construído numa tarde.

Como pedir: comece por um número só, o que você olha toda segunda. Painel com indicador demais ninguém abre, nem quando é de graça.

A conta

Antes de cancelar qualquer uma

Não sai cancelando tudo amanhã de manhã. Já vi caso de empresa trocar uma ferramenta cara por uma coisa construída em casa e gastar mais no fim, porque agora alguém precisava manter aquilo de pé.

Faz a conta de padaria em três linhas, antes de mexer em qualquer assinatura, e ela leva cinco minutos. São estas:

1
O que a assinatura custa por mês. O número da fatura, não o que você lembra.
2
O que a coisa nova vai custar por mês. Uso de IA, e a hora de quem vai consertar quando quebrar. Essa segunda parte é a que some da conta.
3
Quem chama quando parar de funcionar às onze da noite. Se a resposta for você, some o preço disso, porque ele existe.

E tem um caso em que a conta nem precisa ser feita: quando você está pagando por dez por cento do que a ferramenta faz, e os outros noventa nunca foram abertos por ninguém do seu time. Aí a conta já está feita.

O que não sai

Software que guarda dinheiro ou dado de cliente fica

Cobrança, contrato, folha, o que tem obrigação legal em cima. Ali o que você paga é alguém sendo responsável quando der errado, e não a função em si, e responsabilidade a sua construção caseira não te dá. Nem por procuração.

antes de fechar

Abre a fatura do cartão da empresa e marca as assinaturas que ninguém abriu nos últimos trinta dias, e roda a conta de padaria só na mais cara delas. Uma por mês já muda o ano.

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passo a passo

O Time

Os cinco funcionários, um pra cada função que o seu negócio já tem, e a regra de quem confere o trabalho de quem.

Um por função

Em vez de ferramenta nova, organograma

Dá pra montar um time de cinco funcionários de IA que roda o seu negócio, e não precisa saber programar pra isso. Eu nunca programei.

A lógica é uma só, e ela é de gestão: um funcionário pra cada função que o seu negócio já tem. Você não está inventando cargo; está olhando o que já existe e perguntando o que aqui pode parar de depender de você.

São cinco funcionários, e tem uma regra no fim, uma só, que decide se isso vira operação ou vira bagunça. Só uma regra.

1

Prospecção

Varre as suas fontes toda manhã e deixa o primeiro contato escrito esperando você aprovar, e ele não manda nada. O botão de enviar é do dono.

O que ele precisa saber: quem é cliente bom pra você, quem não é, e o que já foi conversado com quem.

2

Conteúdo

Escreve o que sai da empresa, dentro das suas regras. É o que eu já tenho rodando aqui, e foi por onde eu comecei, porque é a função em que eu bato o olho e sei em segundos se ficou boa.

O que ele precisa saber: como você escreve, o que já foi publicado, e o que foi reprovado antes.

3

Vendas

Responde de hora em hora pra negociação não esfriar enquanto você está em reunião, porque o custo de uma resposta que demora seis horas não aparece em relatório nenhum. E é caro.

O que ele precisa saber: preço, condição, o que dá pra negociar, e a partir de onde ele para e te chama.

4

Operação

Passa uma vez por dia em tudo que está na mão de cliente e te diz o que travou, e ele não resolve nada. Ele aponta antes do cliente.

O que ele precisa saber: qual é o prazo de cada coisa e o que conta como atraso na sua empresa.

5

Financeiro

Nota, custo, e quanto sobra no fim do mês. É o leva pra casa, que é o quanto sobra pra você realmente botar no bolso, e é o indicador que quase ninguém acompanha de perto.

O que ele precisa saber: onde estão os números e qual é a conta que você usa hoje, mesmo que seja no papel.

A regra

Nenhum deles avalia o próprio trabalho

Esta é a parte que faz o time não virar bagunça, e ela é regra de gestão, não de IA. Toda entrega passa por um segundo funcionário, que recebe a ordem de assumir que aquilo já está errado e procurar onde.

Sem isso você monta cinco funcionários que se elogiam; com isso você monta cinco que se conferem, e essa é a diferença entre um time e uma claque. Só isso.

Você vai revisar uma entrega feita por outro funcionário da minha operação. Assuma que ela já está errada e procure onde. A ENTREGA: [cole] O QUE ELA DEVERIA CUMPRIR: [as regras daquela função] Me devolva reprovado ou aprovado, nessa ordem: primeiro o veredito, depois o motivo. Se for reprovado, aponte a linha e diga qual regra ela quebrou. Um motivo por linha, sem elogio antes e sem sugestão de melhoria. Se estiver aprovado, diga aprovado e pare. Não escreva mais nada.

Confie, mas verifique. Vale pra gente e vale pra máquina.

E toda reprovação vira regra escrita, no arquivo da função, porque sem isso o mesmo erro volta toda semana e você acha que é azar. Não é azar.

Um andar abaixo

Quando uma função é grande demais pra um funcionário só

Tráfego é o caso mais claro. A Ellen Salomão, minha sócia, tem o gestor de tráfego dela rodando como um sistema de IA que ela chama de Bella, e a Bella é vários funcionários dentro de uma função só. Um funcionário mexe na verba de madrugada e pausa o criativo que caiu, outro escreve criativo novo, e outro monta a variação da página. Nenhum desses funcionários sobe nada pro ar sem a Ellen aprovar.

A lógica é a mesma dos cinco funcionários de cima, só que um andar abaixo: quando uma função tem pedaços que pedem critérios diferentes, cada pedaço ganha o próprio funcionário, com o próprio documento. E a regra do segundo funcionário vale do mesmo jeito. No caso da Bella, quem confere é a Ellen.

Por onde começar

Um, e não cinco

Montar os cinco de uma vez é a forma mais rápida de não ter nenhum. Escolhe um, e não escolhe pela importância: a função mais importante costuma ser a mais cheia de exceção, a mais política e a que mais dói se sair errada.

1
Volta sempre. Uma vez por trimestre não conta. É a que aparece toda semana.
2
Tem jeito certo de fazer, e o jeito certo mora na sua cabeça.
3
Você bate o olho e sabe em segundos se a entrega está boa.

Escreve como você explicaria essa função pra alguém que entra na sua empresa na segunda-feira, feio e corrido, em tópicos, do jeito que sair. Esse texto é o funcionário.

O limite disso

Cinco funcionários não são uma empresa

Eles executam função, e nenhum deles decide qual função deveria existir, nenhum percebe quando o mercado mudou, e nenhum vai te dizer que o negócio inteiro precisa mudar de rumo.

O seu papel continua sendo o de alocador de recursos: pessoas, dinheiro, tempo e a sua própria atenção. O time de cinco muda o que você aloca. Não muda quem aloca.

antes de fechar

Escolhe a função hoje e escreve o documento dela ainda essa semana, mesmo feio, porque o primeiro funcionário sai do documento, e o documento é a parte que a gente adia. Sempre adia.

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passo a passo

Os Salvos

As três peças que transformam o vídeo que você salvou em habilidade da sua IA.

Quantos vídeos você salvou e nunca mais abriu

A pasta de salvos é a lista de coisas que você pretendia aprender. Ela cresce toda semana, ninguém volta nela, e a culpa é do formato: salvar é um clique e executar é uma tarde, então o clique ganha sempre. Ganha todo dia.

Conteúdo salvo é intenção guardada numa pasta. Vira conhecimento quando alguém executa.

Aqui a pasta virou ferramenta: eu mando o reel pro Claude e ele me devolve uma habilidade pronta, que faz aquilo que o vídeo ensinava. Em vez de anotação, um botão.

São três peças, e a terceira é a que quase ninguém conhece, além de ser a que fecha o circuito. Sem ela não fecha.

Peça 1

O baixador

Um programa de linha de comando que pega o vídeo pra fora do Instagram, e você manda o Claude instalar. Não precisa entender o que ele faz por dentro; precisa que ele exista, porque nada acontece enquanto o vídeo estiver preso lá dentro.

Do Instagram até o Claude vai só o link. Abre o reel salvo, toca no ícone de compartilhar e em "Copiar link". Como o baixador roda no computador e a sua pasta de salvos está no celular, manda esse link pra você mesmo por WhatsApp ou e-mail, abre a conversa com o Claude lá e cola. Você entrega o endereço; o baixador busca o vídeo.

O que pedir: peça pro Claude instalar o baixador e testar com um link seu antes de qualquer outra coisa. Se o teste falhar, para aqui: as outras duas peças dependem desta.

Peça 2

O transcritor

Transforma o que foi dito em texto, com as instruções na ordem em que apareceram, e é aqui que o vídeo deixa de ser vídeo. Vira material.

O que pedir: peça a transcrição junto com a legenda do post. A legenda costuma trazer o link, o nome da ferramenta e o passo que a pessoa não falou em voz alta.

Peça 3

A habilidade que cria habilidade

O Claude tem uma habilidade cuja função é escrever outras habilidades. Você entrega a transcrição e ela devolve a ferramenta pronta, com o passo a passo dentro, no formato que ele sabe usar depois.

É a peça que muda o resultado, porque sem ela você tem um resumo do vídeo, que é exatamente o que você já tinha quando salvou. Um resumo.

Este é um vídeo que eu salvei. Transforme ele numa habilidade que você vai usar quando eu pedir esse trabalho. A TRANSCRIÇÃO: [cole] A LEGENDA DO POST: [cole] Antes de escrever a habilidade, me responda duas coisas. 1. O QUE ELE ENSINA A FAZER, em uma frase com verbo. Se você não conseguir escrever essa frase, o vídeo é opinião e não vira habilidade. Me avise e pare. 2. O QUE FALTA. O que o vídeo pressupõe que eu já tenha instalado, contratado ou sabendo, e não disse. Depois escreva a habilidade: o passo a passo na ordem, o que eu preciso ter em mãos antes de começar, e como saber que ficou pronto. Escreva como instrução pra você mesma, não como resumo pra mim. Onde o vídeo for vago, escreva "o vídeo não diz" em vez de completar com o que costuma ser feito.

A pergunta 1 é o filtro, e ela reprova bastante coisa: metade do que a gente salva é vídeo de opinião com cara de tutorial, e essa metade não vira ferramenta. Nenhuma.

O que muda

O que você faz quando vê uma coisa boa

Antes você salvava pra ver depois, ou mandava pro amigo que também não ia ver. Agora você manda pro seu Claude e ele estuda, e a próxima vez que aquele trabalho aparecer, a habilidade já está lá. Esperando.

E a pasta velha não precisa ser resolvida de uma vez. Pega os cinco últimos que você salvou e roda só neles. Se três virarem habilidade e dois forem reprovados na pergunta 1, o processo está funcionando.

O limite disso

Habilidade de vídeo é ponto de partida, não é padrão da casa

O vídeo ensina como aquela pessoa faz, com o negócio dela e os clientes dela. A habilidade que sai dali entra aqui como rascunho: você lê, corta o que não vale pra sua operação e acrescenta a sua régua. Sempre nessa ordem.

Habilidade importada e nunca revisada é você deixando alguém que não conhece a sua empresa escrever o processo dela. Alguém de fora.

antes de fechar

Faz com um só hoje, e escolhe um que você salvou faz tempo, porque se ele passar na pergunta 1 você acabou de recuperar uma coisa que já estava perdida. Na sua pasta.

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O Ajuste

Os quatro arquivos prontos pra colar, o que cada linha faz, e a ordem em que eu mexeria nas cinco.

Padrão de fábrica

Ele começa a trabalhar sem saber nada do seu projeto

Você abre o Claude Code e ele já está pronto pra receber ordem, o que parece bom e é o problema: nesse momento ele não conhece o seu projeto, não sabe o que você considera entrega boa e não sabe quais arquivos são proibidos. Ele começa no padrão de fábrica.

São cinco configurações, e é o que eu mexo antes de pedir a primeira coisa. Nenhuma delas é programação, todas moram em arquivo de texto, e os quatro arquivos estão aqui embaixo prontos pra colar, porque duas delas dividem o mesmo settings.json. Leva vinte minutos.

01

O seu prompt vira um comando só

Aquele texto que você cola cinco vezes por dia pra pedir sempre a mesma coisa não precisa ser colado nunca mais, e ele vira um comando com o nome que você quiser. Cria a pasta e o arquivo abaixo, e a partir daí você digita só a barra e o nome.

.claude/skills/revisar/SKILL.md --- name: revisar description: Revisa texto pronto e devolve só a lista de problemas. --- Revisa o texto que eu acabei de escrever. Procura promessa sem prova, número sem fonte, e frase que qualquer um do meu mercado poderia ter escrito. Devolve só a lista, com o número da linha em cada item. Não reescreva nada, e não elogie nada antes. Se você não achar problema, diga que não achou.

Escreve uma vez e roda pra sempre, e o nome da pasta é o nome do comando, então uma pasta chamada revisar vira o comando /revisar. Uma vez só.

02

Um segundo Claude pra conferir o primeiro

Ninguém revisa bem o próprio trabalho, e com ele é igual, porque a mesma conversa que escreveu carrega todos os motivos de achar que aquilo ficou bom. Um arquivo na pasta de agentes resolve isso, e o revisor abre numa conversa nova, sem nada do que já foi dito.

.claude/agents/revisor.md --- name: revisor description: Confere entrega pronta antes de sair. Assume que está errada. --- Você recebe uma entrega que outro Claude acabou de fazer, e o seu trabalho é achar onde ela está errada. Assuma que ela já está errada e procure onde. Não elogie, não sugira melhoria e não reescreva. Confira nesta ordem: o que quebra na mão de quem vai usar, o que contradiz as regras do CLAUDE.md, e o que foi prometido no pedido e não foi entregue. Devolve reprovado ou aprovado primeiro, e o motivo depois, um por linha. Se estiver aprovado, escreva aprovado e pare.

Confie, mas verifique. Vale pra gente e vale pra máquina.

03

Um modelo por projeto

Você está gastando o modelo caro em trabalho braçal, e isso não é questão de gosto: raspar dado e arrumar documento pede o modelo rápido, e decisão difícil pede o caro. Um arquivo de configuração dentro de cada projeto resolve, dizendo qual modelo aquela pasta usa.

E aqui tem uma coisa que quase todo mundo escreve errado, inclusive eu, até conferir na documentação. Em Pro, Max e Team o uso já está incluído na assinatura, e a própria Anthropic avisa que o valor em dólar que o Claude Code mostra não vale pra cobrança. Você não paga a mais por usar o modelo caro. Você chega no limite mais cedo.

E tem um detalhe que muda a decisão de quem já está batendo no teto: o limite da janela de cinco horas e o limite semanal são compartilhados entre todos os modelos, então trocar de modelo não salva quem já bateu neles. O que se contorna trocando é o limite específico do Opus.

04

A lista do que ele nunca pode fazer

Antes de soltar a mão, escreve o que fica proibido, e proibido de verdade: apagar em massa, rodar como administrador, abrir o arquivo onde moram as suas senhas, porque é a única lista que vale em qualquer modo, inclusive naquele que aprova tudo sozinho. Em qualquer um.

Ela também não se desfaz por baixo. As regras de permissão se somam entre os níveis, e uma liberação escrita num arquivo mais específico não derruba uma proibição escrita acima. Proibiu, ficou proibido.

Se você quiser a lista pensada por escrito, antes de conectar qualquer ferramenta nova, ela está em A Lista do Não. Esta é a que ele lê.

05

O arquivo que faz ele parar de perguntar a mesma coisa

Um CLAUDE.md na raiz do projeto é lido no começo de toda conversa, antes de você pedir qualquer coisa, e é ali que mora o que você explicaria pra alguém que entra na empresa na segunda-feira. O comando /init escreve um primeiro rascunho lendo o seu projeto, e depois você corta e acrescenta. Corta bastante.

CLAUDE.md # [nome do projeto] ## Como a gente trabalha aqui - [a regra que você repete toda semana] - Toda peça passa pelo revisor antes de sair. - Número só entra com a fonte do lado. - Nada vai pro ar sem a minha aprovação. ## Onde as coisas ficam - [pasta] : [o que mora nela] - [pasta] : [o que mora nela] ## O que eu devolvo - [o que faz você reprovar uma entrega, escrito como você falaria] ## O que você nunca faz sem me perguntar - [a ação que não tem volta]

Preenche os colchetes falando, não digitando, porque digitando você entrega a versão apresentável e falando sai o detalhe que faz o arquivo servir. E se ele erra a mesma coisa toda semana e ninguém mudou este arquivo, o problema parou de ser dele.

O arquivo

As duas configurações que moram no mesmo lugar

O modelo do ajuste 03 e a lista do ajuste 04 ficam os dois no settings.json, e é este arquivo aqui. O de cima vai dentro do projeto, em .claude/settings.json, e vale só naquela pasta; o de baixo vai em ~/.claude/settings.json, na sua pasta de usuário, e vale em tudo.

.claude/settings.json (dentro do projeto) { "model": "claude-haiku-4-5-20251001" } ~/.claude/settings.json (vale em tudo) { "permissions": { "deny": [ "Bash(rm -rf:*)", "Bash(sudo:*)", "Read(./.env)", "Read(./**/*.pem)" ] } }

O que cada linha faz, já que o arquivo não pode dizer sozinho:

A linhaO que ela resolve
model, com o HaikuA pasta de trabalho braçal roda no modelo rápido. Troca por claude-sonnet-5 no projeto do dia a dia e por claude-opus-5 no de decisão difícil.
Bash(rm -rf:*)Apagar em massa. É a que não tem desfazer, e é por isso que ela é a primeira.
Bash(sudo:*)Rodar como administrador da máquina.
Read(./.env)O arquivo onde ficam as senhas e as chaves do projeto.
Read(./**/*.pem)Certificado e chave privada, em qualquer subpasta.

Uma coisa que vai te economizar meia hora: este arquivo é JSON puro e não aceita comentário. Se você colar uma linha de explicação dentro dele, com barra ou com cerquilha, o Claude Code não carrega o arquivo e não avisa direito. Por isso a explicação está na tabela e não no arquivo. O pedido pra aceitar comentário existe, está aberto no repositório desde fevereiro, e até hoje não entrou. Segue aberto.

Instrução no endereço errado é instrução que ela ignora.

A ordem

Se você fizer só duas hoje

1
A lista do não. É a única que evita estrago que não volta, e ela leva três minutos.
2
O CLAUDE.md. É a que muda a entrega já na primeira conversa depois, porque ele para de perguntar quem você é.

As outras três rendem mais depois que essas duas estão de pé, e não antes, porque comando próprio sem CLAUDE.md é atalho pra uma entrega que ainda vai voltar. Volta sempre.

O limite disso

Configuração não escolhe o trabalho

As cinco mudam como ele trabalha, o quanto ele acerta de primeira e o tamanho do estrago quando erra. Nenhuma delas decide o que vale a pena ele estar fazendo, e esse continua sendo o seu problema. Também é o mais caro.

antes de fechar

Faz a lista do não hoje, mesmo com três linhas, porque é a única das cinco que você vai desejar ter feito antes, e vai ser num dia ruim. Num dia ruim.

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prompt pronto

O Ralo

O pedido que lê o seu extrato e lista toda cobrança que se repete, e a planilha com as 6 perguntas que eu faço antes de pagar mais um software.

Por que isso existe

A cobrança que você esqueceu continua cobrando

Aqui na empresa a gente paga uns R$ 4 mil por mês numa ferramenta de gestão de projetos, uns R$ 50 mil por ano, e a conta sobe a cada pessoa que entra no time.

Software pequeno é o pior, porque cada um parece barato sozinho. Somados, viram um ralo que ninguém da empresa enxerga, porque cada cobrança mora num lugar diferente do extrato.

Este material tem duas partes: o pedido que acha as cobranças que se repetem, e a planilha que decide o que fica.

1

Baixe o extrato

Baixe o extrato do banco e a fatura do cartão da empresa dos últimos 3 meses, em PDF ou planilha. Três meses é o mínimo pra uma cobrança mensal aparecer repetida.

Se preferir, apague o número da conta e o CPF antes de enviar. O pedido abaixo só precisa das datas, das descrições e dos valores.

2

Cole o pedido e anexe os arquivos

Abra uma conversa nova no Claude, anexe os extratos e cole o pedido:

Anexei os extratos do banco e a fatura do cartão da minha empresa dos últimos 3 meses. O QUE EU QUERO: a lista de toda cobrança que se repete, ou seja, que aparece em mais de um mês com valor parecido. Pra cada cobrança, me devolva uma linha com: - o nome do serviço (se a descrição do extrato estiver estranha, diga qual serviço você acha que é e marque "conferir"); - o valor por mês; - o valor por ano; - desde quando ela aparece nesses 3 meses. Ordene da mais cara pra mais barata e some o total por mês e por ano no fim. Não inclua salário, imposto, aluguel nem parcela de empréstimo. Só serviço, assinatura e ferramenta.

Funciona no Claude do site ou do aplicativo, no plano que você já tem.

3

As 6 perguntas, uma planilha por cobrança

Com a lista na mão, faço 6 perguntas pra cada cobrança. As três primeiras são sobre o trabalho, e as outras três sobre o dinheiro e o time. Cole este segundo pedido na mesma conversa:

Agora monte uma planilha com uma linha por cobrança da lista e estas colunas: SOBRE O TRABALHO 1. Isso existe pra comprar, ou o que eu preciso não existe pronto? 2. O que existe entende o meu jeito de trabalhar? 3. Com IA, a tarefa cai de horas pra minutos? SOBRE O DINHEIRO E O TIME 4. Trocar isso substitui um gasto que eu já tenho? 5. O time entrega mais sem eu contratar ninguém? 6. A informação chega antes da decisão? Deixe as respostas em branco pra eu preencher, e uma última coluna "decisão" com três opções: fica, corta, a gente constrói. Me devolva como tabela, pronta pra colar numa planilha.
4

Quando não vale construir

Nem todo software vale trocar. Aqui o Zoom fica, e o Linktree de R$ 19,90 fica: a conta não fecha pra construir uma coisa que custa isso.

Se ninguém da empresa vai ficar responsável quando aquilo quebrar, não constrói.

Se você vende acessório pra pet, não abre uma empresa de software dentro da sua. Use a planilha pra cortar o que sobra e pra achar a uma ou duas ferramentas que valem virar sistema próprio.

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O Estilo

Como ensinar o seu jeito de escrever pra IA: a pasta de exemplos, o pedido que escreve as suas regras e o hábito que mantém as regras vivas.

Por que isso existe

Texto com cara de IA a gente reconhece na primeira linha

O rascunho dos meus roteiros é da IA, e texto com cara de IA a gente reconhece na primeira linha: "obviamente", "uma frase que mudou tudo", "não é sobre X, é sobre Y". Ninguém fala assim, e o cliente percebe antes de saber explicar o porquê.

A IA não adivinha o seu jeito. Ela segue o que está escrito, e se o seu padrão não está escrito em lugar nenhum, pra IA ele não existe.

1

Monte a pasta de exemplos

Separe 10 textos seus que você aprovaria hoje sem mexer: post, e-mail, mensagem pra cliente. Separe também 3 ou 4 textos que você reprovou ou reescreveu, de preferência com a versão antes e a depois.

Os aprovados mostram o que fazer. Os reprovados mostram o que a IA precisa evitar, e são eles que mais ensinam.

2

Peça pra IA escrever as suas regras

Numa conversa nova, cole os exemplos e este pedido:

Colei abaixo textos meus. Os marcados como APROVADO são o meu jeito de escrever. Os marcados como REPROVADO são o que eu não quero, com a minha versão corrigida quando eu tiver. O QUE EU QUERO: um documento de regras de tom que outra IA consiga seguir antes de escrever qualquer coisa no meu nome. Organize em: 1. Palavras e expressões que eu uso. 2. Palavras e expressões que eu nunca uso (com o que eu uso no lugar). 3. Como são as minhas frases: tamanho, ritmo, se eu uso pergunta, se eu falo "você" ou "a gente". 4. Erros que aparecem nos reprovados e não podem voltar. Cada regra em uma linha, com um exemplo tirado dos meus textos. Não invente regra que não aparece nos exemplos. [cole os textos aqui]
3

Deixe as regras onde a IA lê antes de escrever

Revise o documento, corte o que não é seu, e salve nas instruções do projeto no Claude, ou num arquivo que você anexa toda vez que pede um texto. O ponto é a IA ler as regras antes de escrever, e não depois.

As minhas, pra você ter uma ideia do tamanho de cada regra:

1
Palavra que eu não falo, a IA não escreve. Obviamente, claramente, basicamente: proibidas. E é "ao invés de", nunca "em vez de".
2
Plural pra tudo que se repete. Os clientes, os relatórios, os agentes. A IA escreve no singular; eu falo no plural.
3
Nunca anunciar o efeito da frase. Diz a frase e sai de cena.
4

Toda correção vira uma regra escrita

Esta é a parte que mantém o padrão vivo. Toda vez que eu corrijo um texto da IA, a correção vira uma linha nova nas regras, e o próximo texto já nasce com ela. Quando corrigir, cole este pedido:

Acabei de corrigir um texto seu. Abaixo estão a sua versão e a minha. SUA VERSÃO: [cole] MINHA VERSÃO: [cole] Escreva em uma linha a regra que explica a minha correção, no formato das minhas regras de tom, com o exemplo. Só a regra, sem comentário.

Se não tiver escrito, pra IA não existe.

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